Sejam Bem Vidos!!!

A vida é presente de Deus! Cuidar bem dela é nosso dever. Dar sentido à vida é uma opção que cada pessoa faz. Este blogger apresenta para você oportunidades de conhecer nossa missão.

terça-feira, 17 de abril de 2018

OS JOVENS, A FÉ E O DISCERNIMENTO VOCACIONAL



A Igreja decidiu perguntar-se sobre como acompanhar os jovens, para reconhecer e acolher o chamado ao amor e à vida em plenitude, e também para pedir aos próprios jovens para ajudá-la a identificar as modalidades hoje mais eficazes para anunciar a Boa-Nova (Documento Preparatório ao Sínodo dos Bispos, Introdução).

Objetivo do Sínodo dos Bispos
Acompanhar os jovens no seu caminho existencial rumo à maturidade, de modo que, através de um processo de discernimento, possam descobrir o seu projeto de vida e realizá-lo com alegria, abrindo-se ao encontro com Deus e com a humanidade e participando ativamente da edificação da Igreja e da sociedade.

Indicações do Simpósio

1) Conversão pessoal e preparação pastoral dos animadores da juventude
Somos chamados a viver uma espiritualidade encarnada e integradora, onde Cristo é o centro. Nossa responsabilidade, enquanto animadores vocacionais, diante dos desafios pastorais, eclesiais e sociais, exige uma formação e preparação permanente para esta missão específica.

2) Testemunhas do Chamado
Deus nos convida a sair! Ele nos acompanha. Queremos ouvir a voz de Deus que ressoa nos nossos corações, sem medo, escutando o clamor que provém das realidades, sem hesitar, sempre quando a consciência nos pedir que nos arrisquemos para seguir o Mestre. Ele nos dirige o seu olhar, convidando-nos a caminhar com ele. Que confiemos em Maria de Nazaré, como companheira de caminhada! Devemos ajudar os jovens, os vocacionados e as vocacionadas, a encontrar este olhar, ouvir esta voz, sentir este impulso a estar a caminho. 

3) Práxis Vocacional
Aproximar, escutar, acolher e amar os jovens na sua história pessoal e realidade social, familiar, cultural, política e religiosa, respeitando ritmos e maturidade de cada um, facilitando a experiência de serem amados por Deus Pai, levando-os a assumir o projeto de vida. Para isso, em nosso serviço de animação vocacional, devemos procurar:
a) valorizar as juventudes e promover o seu protagonismo, para que reconheçam e acolham o chamado ao amor e à vida plena;
b) envolver a família no processo de animação vocacional;
c) trabalhar em rede com outras pastorais, organizações religiosas e organismos afins;
d) promover exposição vocacional, com a participação das Juventudes, no processo de pesquisa, organização e acompanhamento de outros jovens; 
e) organizar missões vocacionais incluindo a participação das Juventudes.

4) Animação Vocacional Permanente
A animação vocacional é um processo permanente, realizada em todos os ambientes, com testemunho e coerência de vida, com paixão pela própria vocação e amor pelo serviço e missão.
Fonte: Instituto de Pastoral Vocacional - IPV

domingo, 25 de março de 2018

RAMOS: descobrir o Deus encoberto nas cidades

Alvarães, AM
Luanda, Angola - África


 
... quando se aproximaram de Jerusalém” (Mc 11,1)

A experiência espiritual da Quaresma implica a travessia do deserto: tempo de despojamento, de pobreza, de confiança em Deus, de esperança e horizontes abertos... O deserto quaresmal desemboca na cidade.
E todos sabemos que a cidade é o contrário do deserto: autossuficiência, segurança, limitação de horizontes, acomodação, conflitos... Cidade moderna, globalizada pela tecnologia fria e sem alma, amordaçada pela funcionalidade e pela utilidade, com uma política submetida ao mercado, à produção e consumo, cidade estendida e sem muros de contorno, mas com horizonte atrofiado, aparentemente sem Reino de Deus à vista...
Hoje temos esvaziado a dimensão do deserto em nossas vidas e nos adaptamos de tal maneira à cidade e às suas exigências técnicas, produtivas, aos seus programas e solicitações... que acabamos nos sentindo passivos diante dela.
O tempo quaresmal nos possibilita manter aberto o acesso ao deserto, que cria um espaço interior vazio, onde se faz realidade um encontro surpreendente com Deus; a partir daí, mesmo em nossa atribulada vida na cidade, podemos recuperar a liberdade do chamado profundo e redescobrir o caminho do Seguimento de Jesus, que começa e termina nos “aforas” da cidade.
Alvarães, AM


Não devemos perder o deserto que carregamos dentro de nós; por isso, só podemos “entrar na cidade” seguindo a Jesus Cristo que é fiel à causa do Reino, com o risco da Cruz (Semana Santa), porque a Cruz assume, radicaliza e eleva o deserto. Jesus vai morrer nos “aforas” da cidade, nesse limite fronteiriço entre o deserto e Jerusalém, nesse espaço que só Deus pode preencher e onde podemos enraizar nossa confiança n’Ele.. A Cruz se eleva e abraça ambas realidades.
O(a) seguidor(a) de Jesus é um(a) apaixonado(a) do deserto e que nunca se “encaixa” nas estruturas da cidade; sua presença sempre rompe com as muralhas, alargando espaços e acolhendo o diferente.
Se carregamos o deserto dentro de nós, estaremos vazios de nós mesmos, de nosso ego, de nossas visões fechadas, de nosso monopólio da verdade. Só assim nossa presença na cidade vai se revelar inspiradora e provocativa, como a presença de Jesus em Jerusalém.

Embora muitas realidades urbanas nos queiram impedir o encontro com Deus, devemos reconhecer na cidade a presença d’Ele, muitas vezes de um modo imperceptível, como o sol está presente nos dias nublados. Deus está sempre presente na histórica e na cultura de nosso tempo. Ele continuamente vem ao nosso encontro. O cristianismo é a religião do Deus com rosto humano e urbano que nos busca apaixonadamente em Cristo. Por isso, não é necessário que levemos Deus para a cidade; Ele já está ali presente, em meio às alegrias e dores, esperanças e sofrimentos nela.
Padre Adroaldo, sj




terça-feira, 6 de março de 2018

Encontro de preparação para a missão em Espinosa, MG.



SEMANA SANTA – 2018.

Um grupo de cinquenta pessoas vai vivenciar a semana Santa na cidade de Espinosa, MG.
Organização – CRB/Minas Gerais.
Quem não puder ir ao encontro das pessoas que lá esperam pelas missionárias/os, poderá rezar em sua comunidade por aquelas pessoas que vão. Eis a sugestão de um roteiro simples de oração para um momento comunitário, em favor da missõa.

“Missão se faz com os pés dos que se vão, joelhos dos que ficam e mãos dos que contribuem...”
  
PELO BATISMO NÓS NOS TORNAMOS MISSIONÁRIAS/OS

Símbolo: Uma vasilha com água, vela e se possível, um ramo cheiroso, lembrando que pelo batismo somos chamadas/os a exalar o perfume de Deus.

Canto de entrada: Pelo batismo, recebi uma missão... (ou outro)

Animador/a: O centro da vida de todos os batizados é a pessoa de Jesus Cristo e sua proposta transformadora de amor e de justiça. Pelo batismo somos libertados do pecado e acolhidos como filhos e filhas de Deus. Tornamo-nos participantes da vida de Cristo para viver como Igreja e participantes de sua missão.

T.: A resposta ao chamado de Deus exige entrar na dinâmica do Bom Samaritano, que nos dá o imperativo de nos fazer próximos... Romper com os preconceitos... As barreiras...
 L. 1: Jesus, a partir do batismo, proclama e difunde a Boa Nova do Reino, não somente por meio de palavras, mas por meio de suas ações. Por isso, todo aquele/a que, como Jesus, é submergido/a nas águas batismais é também chamado/a de “filho/a amado/a”, ungido/a pelo Espírito Santo e enviado/a a cumprir a missão de uma pessoa cristã no mundo.
T.: A eficácia Missionária não está nos instrumentos utilizados, mas na coerência entre a mensagem do Reino e a sua contextualização. Também através do nosso estilo de vida. A missão tem sua origem na iniciativa do amor de Deus, Uno e Trino.
L. 2: Ser chamado de “filho e filha amado/a do Pai” é uma expressão do profundo amor que Deus tem por cada um e cada uma de nós. Esse amor deve irradiar-se na vida, no nosso jeito de ser e de nos relacionarmos com as pessoas. Nossa missão é a mesma de Jesus: “Eu vim para fazer a vontade do Pai” (Jo 5, 30); “Eu lhes dei um exemplo: vocês devem fazer a mesma coisa que eu fiz” (Jo 13, 15); “Não tenham medo. Vão anunciar aos meus irmãos que se dirijam para a Galileia. Lá eles me verão.” (Mt 28, 10).
T.: “Quando a Igreja não sai de si mesma para evangelizar, torna-se auto-referêncial e então adoece”. “Prefiro uma Igreja acidentada, ferida e enlameada por ter saído pelas estradas...”

L. 1: Nosso ir ao encontro é a atitude de deixar Deus, através de nós, buscar aquelas/es que se desanimaram na fé, que abandonaram eu batismo...

Refrão: Senhor/ chamaste-me aqui estou/ chamaste-me aqui estou/ ôôô... Chamaste-me aqui estou.

Palavra de Deus: Atos dos Apóstolos 2, 42- 47. Ou Lc 10, 1-5. Ou outro texto.
Ajudando a Refletir:

  1. Tenho cultivado o ardor missionário que Jesus confiou a mim, no dia do meu batismo?
  2. A partir da Palavra de Deus, da Eucaristia, do convívio fraterno, quais são os apelos que nos comovem?
  3. E o que temos feito em favor da Vida Humana e a Vida da Natureza?
Preces espontâneas, Pai Nosso, Ave Maria...

Oração Missionária
Deus, nosso Pai, nós te louvamos e te bendizemos pela animação missionária que realizamos por meio de teu Filho Jesus, caminho certo a seguir, Verdade que liberta e Vida que salva. Envia sobre nós o Espírito Santo, para que as nossas comunidades sejam sinal de vida e de esperança para todos.
Desperta vocações missionárias e protege os que anunciam o Evangelho, tornando o teu nome conhecido em todos os cantos do mundo.
Abençoa o esforço desenvolvido por todos os animadores missionários, para que nossas igrejas locais se tornem cada vez mais missionárias e responsáveis pela evangelização do mundo. Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe, faz-nos seguidores de teu Filho Jesus, e fortalece em todas as pessoas o compromisso de construir, neste Terceiro Milênio, um mundo de amor, de Paz e de Bem. Amém!
(Fonte desta oração – Franciscanos Capuchinhos).
RITOS FINAIS
Irmã Maria Aparecida Rosa, sdn





segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Envio Missionário









"Vai Missionária vai evangelizar de um jeito novo, novo
jeito de amar e fazer ressoar a Palavra de Deus, na vida do
povo...".








No primeiro domingo da quaresma, após a missa, na Comunidade Madre Beatriz, no bairro Vera Cruz em Belo Horizonte, vivemos um momento emocionante com o envio da Irmã Valéria para a Comunidade de Alvarães, AM.
É a missionária do Reino que leva, no coração, o amor à Maria e à Eucaristia para os irmãos e irmãs daquelas terras amazonenses, terras queridas pelo nosso fundador, Servo de Deus, Padre Júlio Maria de Lombaerde e por nós.
Deus fez-nos “trocas de presentes”: leva Irmã Valéria e nos traz a jovem, Kariny para iniciar seu processo de discernimento vocacional em nossa Congregação. Com muita espontaneidade, Kariny se manifestou, com palavras que tocaram nosso coração, e, comovida, Irmã Valéria agradeceu-nos com pedidos de orações. Que sabedoria é esta, Senhor?!
Somente vos podeis nos fazer entender os acontecimentos..., as surpresas  do dia-a- dia.
Com o canto: “Missionário que veio de longe” e uma bonita foto, marcamos este momento sacramentino!
Com vocês, Irmã Valéria e Kariny as bênçãos de Deus!
Irmã Tarcisia, sdn



quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

VIDA RELIGIOSA CONSAGRADA


VIDA RELIGIOSA CONSAGRADA



Cada pessoa carrega em si a centelha de Deus e, em sua essência é um ser espiritual. Nesse sentido, precisamos descobrir que nosso verdadeiro eu é espiritual, que somos essencialmente seres espirituais expressos numa forma física.
Desde a fecundação somos direcionados para Deus. “Não somos seres humanos que de vez em quando têm experiências espirituais. Ao contrário, somos seres espirituais que de vez em quando têm experiências humanas” (Teilhard de Chadin). “... Deus colocou o senso da eternidade no coração humano” (Ecl 3, 11b).


VRC = Dom oferecido por Deus para que seja colocada à vista de todos – Uma só coisa é necessária (Lc 10, 42). Dar testemunho de Cristo com a vida, com as obras e com as palavras, é missão peculiar da vida consagrada na Igreja e no mundo (VC 109).
“...mulheres e homens consagrados [...], dirijo meu apelo confiante: vivei plenamente a vossa dedicação a Deus, para não deixar faltar a este mundo um raio de beleza divina que ilumine o caminho da existência humana” (VC 109).

A VRC é uma loucura e faz loucuras porque nasce de uma paixão por Jesus e pelos valores do Reino, em resposta à outra paixão: a paixão de Deus pela humanidade. “Toda a autoridade sobre o céu e sobre a terra me foi entregue. Ide, portanto, e fazei que todas as nações se tornem discípulos,
batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e ensinando-as a observar tudo quanto vos ordenei. E eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos”                                (Mt 28,16-20).

“...Despertai o mundo! Sedes testemunhas de um modo de ser diferente de fazer, de agir, de viver! É possível viver de maneira diferente neste mundo. [...] A radicalidade evangélica não é apenas para os religiosos: ela é exigida a  todos. Porém, os religiosos seguem ao Senhor de forma especial, seguem-no profeticamente. É este testemunho que espero de vocês. Os religiosos e as religiosas deveriam ser pessoas capazes de despertar o mundo”.              
Não basta um ideal religioso e nem somente o encanto inicial na caminhada vocacional. É preciso o reencanto que se alimenta do encontro contínuo com o Senhor, através da oração pessoal, a meditação da Palavra em comunidade e a missão. São elementos que nos ajudam a manter nosso entusiasmo, nossa alegria no seguimento de Jesus. “A alegria do momento no qual Jesus olhou para mim”! Você se lembra quando foi que Jesus olhou para você?

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Missão Vocacional



“O Senhor escolheu outros setenta e dois discípulos e os enviou dois a dois, na sua frente, para toda cidade e lugar aonde Ele próprio devia ir” (Lc 10, 1).
Na certeza de que o Senhor continua chamando e enviando pessoas para os lugares aonde Ele mesmo devia ir, nós, as Irmãs Sacramentinas de Nossa Senhora: Cidinha, Julimar, Renata, Solange, Zely, Patrícia (formanda), de três Comunidades: Belo Horizonte e Manhumirim/MG e de Goiânia/GO; Rodrigo (Missionário Leigo Sacramentino), de Patos de Minas/MG e quatro jovens de Cachoeiro do Itapemirim/ES: Artur, Éric, Gizela e Rayane; estivemos em missão na Paróquia de Espera Feliz/MG, nas cinco Comunidades do Setor Paraíso: Nossa Senhora de Fátima, Forquilha do Rio, Paraíso, São Domingos e São José. Missão preparatória aos Votos Perpétuos de nossa querida Irmã Julimar.
Realizamos visitas às famílias, encontros com Jovens, Catequistas, Equipe da Pastoral do Dízimo e Lideranças de modo geral. Um tempo de graça e de confirmação da presença de Deus que caminha com seu povo!

Votos Perpétuos! O que quer dizer? A pessoa vocacionada para a Vida Religiosa Consagrada, após um período de formação, faz a sua primeira Consagração a Deus, professando os votos de Castidade, Pobreza e Obediência. Vive em uma Comunidade Religiosa a serviço da missão, numa entrega total. Esse compromisso deverá ser renovado anualmente, até completar seis anos. E, pode variar de acordo com cada Congregação. Depois desse processo é que chamamos de Votos Perpétuos, não precisando mais ser renovado. Entrega total da vida a serviço do Reino de Deus.
O Papa Francisco tem sempre nos motivado para uma Igreja em saída. Nossa vocação cristã se plenifica quando saímos de nós mesmas/os em direção ao outro. Diz Jesus que ninguém acende uma lâmpada para colocá-la debaixo de uma vasilha, e sim para colocá-la no candeeiro, onde ela brilha para todos que estão na casa. Assim também a nossa vida, ela não nos pertence. Nossa vida é dom de Deus para ser doado na missão, fazendo crescer o Reino de Deus. Este sair de nós mesmas/os alarga nossos horizontes e nos faz compreender que somos irmãos.


Vejam o que outras pessoas disseram desta experiência de missão.
“A experiência da missão foi inexplicável! Foi presença de Deus vivo para mim, através daquelas pessoas a quem visitei e com quem convivi. Pessoas simples e através da sua simplicidade dão testemunho de fé e serviço. Fiquei muito agradecida e feliz em ter convivido com a Comunidade São Domingos,  naquele final de semana, pois tive a experiência real de uma igreja missionária em saída, assim como pede o Papa Francisco, uma Comunidade que serve e, sobretudo, tem sensibilidade com as necessidades do próprio povo”. (Patrícia)

“Uma experiência de gratidão e alegria foi nesse fim de semana. Pude, com uma simples visita, levar palavras, sorrisos, abraços para o outro, como evangelização. É com muita alegria que eu compartilho  dessa missão, onde ganhei  muito mais do que doei. Agradeço imensamente a todas as famílias da Comunidade São Domingos  que, com muito carinho, abriu suas portas e nos receberam.  Agradeço as Irmãs Sacramentinas e a Deus, pela oportunidade de vos servir”. (Rayane Almeida)

“Minha experiência na missão foi uma graça de Deus. Uma confirmação de que Ele é quem realiza; somos humildes instrumentos em suas mãos. Senti sua presença nos acompanhando e tocando os corações. Por tudo, graças ao Senhor”. (Irmã Zely)



Como não lembrar também do grande missionário, Dom Hélder Câmara!? “Missão é partir, caminhar, deixar tudo, sair de si, quebrar a crosta do egoísmo que nos fecha no nosso Eu. É parar de dar volta ao redor de nós mesmos como se fôssemos o centro do mundo e da vida. É não se deixar bloquear nos problemas do pequeno mundo ao qual pertencemos: A humanidade é maior. Missão é sempre partir, mas não devorar quilômetros. É, sobretudo, abrir-se aos outros como irmãos, descobri-los e encontrá-los. E, se para descobri-los e amá-los, é preciso atravessar os mares e voar lá nos céus, então missão é partir até os confins do mundo”.







quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

O SENHOR FEZ E FAZ MARAVILHAS


Maria, mãe de Jesus és a Estrela que me acena, me mostra  teu Jesus e motiva a:
Cantar a presença iluminadora do Deus amor, da Fonte Divina.
Celebrar os Encontros com a Trindade, encontros cheios de  força, de esperança.
Encontros traduzidos no Abraço, na Palavra, no Gesto das pessoas.
Cantar os Sinais Divinos na vida do povo, na vida de cada uma de nós. Os  Sinais de Deus dentro de mim.
Vibrar de alegria com a força da vida, que no meio de tantas adversidades faz nascer um serzinho pequenino que cresce e procura construir o caminho, na busca da Verdadeira Fonte.
Buscar coragem, alegria e paz em Jesus que sustenta, cura e cobre com sua graça.
Nas horas difíceis fitar a cruz e buscar Esperança na certeza da Ressurreição que é a Plena Alegria.
Sair da escuridão para a Luz da Madrugada.
Conservar no coração a Luz do Espírito Santo que faz Novas todas as coisas e impulsiona, estimula e fortalece.
Louvar, cantar e agradecer porque o Senhor faz Maravilhas.
Irmã Maria Helena Brinati, sdn



domingo, 26 de novembro de 2017

REALEZA QUE SE REVELA NO SERVIÇO



“...todas as vezes que fizestes isso a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que o fizestes”


Rei, título inapropriado para Aquele que tocou leprosos, que preferiu a companhia dos excluídos e não dos poderosos do povo, que lavou os pés dos seus discípulos, que não tinha riqueza nem poder...
O senhorio de Jesus foi a do amor incondicional, do compromisso com os mais pobres e sofredores, da liberdade e da justiça, da solidariedade e da misericórdia...
Com sua palavra e sua vida Ele afirmou que “não veio para ser servido, mas para servir”. Por isso, assumiu uma posição crítica frente a todo poder desumanizador.
A festa de “Cristo Rei”, que encerra o Ano Litúrgico, pode ser ocasião propícia para “transgredir” nossa concepção de “rei” e “reinado”, e evitar um triunfalismo religioso, pura imitação dos reis deste mundo que vivem às custas da exploração dos seus súditos.

Jesus nunca se proclamou rei; o que Ele fez foi colocar-se a serviço total do Reino, de forma que este foi o centro mesmo de sua pregação e de sua vida, a Causa pela qual estava apaixonado e pela qual deu sua vida. Importa, pois, honrar a verdadeira identidade de Jesus: Ele não foi rei, nem quis ser nunca, por mais que alguns cristãos crêem que chamando-o assim prestam-lhe as devidas honras. A melhor honra que devemos prestar a Jesus é prolongar seu modo de ser e de viver. É preciso voltar a Jesus e sua Causa.
Se Jesus não foi rei historicamente, nem se chamou rei, nem deixou que lhe chamasse assim, recusou e se retirou quando queriam fazê-lo rei, tem sentido que nós o aclamemos com esse título? Por quê?

Jesus é Rei porque deixa transparecer sua “realeza”: o que é mais real, mais humano e divino, a sua verdade, seu ser verdadeiro... no mais profundo de si mesmo. Realeza que se visibilizava no encontro com o outro. A partir de seu ser verdadeiro, Jesus destravava e ativava a realeza escondida em cada um.

Este é o sentido profundo do título: ser Rei sem tomar o poder, sem exercê-lo com a força das armas, sem a pressão da justiça legal, sem prestígio, sem riqueza... Esta é a tarefa da nova humanidade, a promessa de um Reino do conhecimento verdadeiro, da igualdade e da justiça, da fraternidade e não violência..., para que todos sejam reis, no sentido radical da palavra.

Segundo o relato de Mateus, quando chegar o momento supremo, a hora da verdade definitiva, a única coisa que ficará de pé, o que somente será levado em conta como critério de salvação ou perdição, não vai ser nem a piedade, nem a religiosidade, nem as práticas espirituais, nem a fé, nem mesmo o que cada pessoa tiver feito ou deixado de fazer para com Deus; o que vai ser considerado é apenas uma coisa, a saber: o que cada um tiver feito ou deixado de fazer para com os seres humanos.

A fundamentação está no fato de que Jesus se identifica com cada ser humano, de maneira especial com aquele que mais sofre, vítima da violência, da exclusão, da pobreza, da humilhação... Essa identificação e essa fusão de Jesus com os humanos (“foi a mim que o fizestes”) é tão forte e tão decisiva que, no momento do encontro definitivo com Ele, o critério para entrar no Reino não é o que cada pessoa fez ou deixou de fazer “para” Deus, mas o que ela fez ou deixou de fazer “para” os seus semelhantes que cruzaram o seu caminho e que clamaram por uma presença solidária e compassiva.
Padre Adroaldo - sj


quinta-feira, 9 de novembro de 2017

A CONVERSÃO ECOLÓGICA NAS NOVAS GERAÇÕES E EM TODAS AS OUTRAS



O caminho a percorrer - II parte do texto do  Pe. Sergio Montes, sj
Tradução: Irmão Lauro Daros

Uma conversão ecológica integral parece ser o caminho que acompanha os processos e ações a favor do cuidado da “Casa Comum”. Tal como deseja o Papa, são necessários diálogos que se traduzam em políticas, linhas de ação concretas e eficazes, assim como uma nova consciência ecológica (LS 162ss). Além disso, precisa-se de uma educação e espiritualidade ecológicas, porque “muitas coisas têm de reorientar seu rumo, porém, antes de tudo, a humanidade necessita mudar. Faz falta a consciência de uma origem comum, de uma pertença mútua e de um futuro partilhado por todos” (LS 202).
Neste sentido, urge uma mudança de estilo de vida atual da humanidade, em geral, já que determinadas práticas, convicções e critérios são a causa de uma forma tóxica de viver para a criação em seu conjunto, e a responsabilidade primeira e última é da humanidade.
Em linhas gerais, propõe-se uma conversão ecológica integral, principalmente aos que creem no Deus da Vida “que implica deixar brotar todas as consequências do encontro com Jesus Cristo nas relações com o mundo que nos rodeia. Viver a vocação de ser protetores da obra de Deus é parte essencial de uma existência virtuosa, que não consiste em algo opcional, nem em um aspecto secundário da experiência cotidiana (LS 217).
Tal como o anúncio do Reino de Deus, que germina e se desdobra na história, a necessária conversão ecológica integral se expressa nos pequenos gestos que diariamente e a partir de uma profunda consciência ecológica se podem realizar. Claro que importam as grandes políticas, o redesenho do sistema político e econômico, a reconfiguração das relações danificadas; como também importam as simples ações de cada pessoa no cuidado e na relação com a natureza, com as irmãs e os irmãos e consigo mesma. Sem plantar o gérmen, será impossível pensar em uma transformação efetiva e esperar frutos.
As ações simples, como cuidar e controlar o consumo de água, a diminuição do consumo de energias, a geração e uso de outras fontes alternativas de energia limpa (solar, eólica), a não-contaminação visual e acústica, a simples e certa austeridade do consumo de bens, estilos de vida, uso da tecnologia, entre vários outros, podem ajudar a fazer a diferença, no sentido de que há uma relação direta entre a produção e o consumo que, em determinados âmbitos, resulta asfixiante e é o que ocasiona a deteriorização do Planeta.
A responsabilidade é de todos, seguramente, porém a consciência ecológica é um elemento que vai de mãos dadas com novas sensibilidades e conjunto de relações que são próprias das Novas Gerações. Não sem certa dose de ambiguidade, nas últimas décadas, a preocupação ecológica (parcial ou integral) tem se desdobrado em países de primeiro e terceiro mundo. De algum modo, a preocupação ecológica está presente em diversos âmbitos e grupos e vai alinhada com o questionamento do modelo econômico imperante.

As Novas Gerações são herdeiras do que a humanidade tem desenvolvido com força no último século, e de algum modo são portadoras do positivo e do negativo da crise ecológica. Por um lado, são maiores consumidoras de tecnologia e, por outro, se desdobram em campanhas de cuidado e conservação do meio ambiente, carinho e cuidado para com os animais e o consumo de alimentos saudáveis. Em outras palavras, é necessário que as Novas Gerações assumam a consciência de que alguns comportamentos estão reforçando a sobrevivência de sistemas culturais, econômicos e políticos que provocam a destruição da natureza para grande benefício de uns e a miséria de muitos. Por outro lado, vão desenvolvendo uma sensibilidade muito atenta às necessidades da natureza e são capazes de se comprometer voluntariamente em campanhas, organizações e grupos que apostam em alternativas contra a deteriorização e contaminação do meio ambiente, mesmo quando o impacto global pareça pouco significativo. É impensável e impossível crer que o desafio da conversão ecológica corresponde a determinadas gerações, mas é uma responsabilidade da humanidade em seu conjunto, de acordo com as possibilidades de cada geração. No entanto, o que cada geração herda à outra é de sua responsabilidade, no bom e no mau, e deve poder ajudar a melhorar o que causa dano à “Casa Comum”.
As Novas Gerações na VRC teriam de se tornar consciência permanente, para as outras gerações e para o mundo em geral, da importância de traduzir nossa fé no Deus Criador em formas práticas de cuidado e proteção do meio ambiente. Crer em Deus é crer na bondade e beleza de todo o criado e, portanto, ter a obrigação de cultivá-lo e cuidar dele. Sem a lucidez das Novas Gerações na VRC para chamar a atenção sobre o dano estrutural, para caminhar realizando ações concretas de mudança e transformação de nosso comportamento e pensamento anti-ecológico, o futuro das próximas gerações deste século estará obscuro e sem possibilidade de recuperação.

Um estilo de vida próximo dos pobres, marginalizados e explorados é fundamental para desenvolver esta consciência ecológica e viver a autêntica misericórdia. Tocar, ver, cheirar, assim como acompanhar, ajudar e apoiar as pessoas mais pobres que sofrem devido ao sistema injusto é a chave real para a conversão integral.
Somente sentindo a dor que sofrem milhões de pessoas, dia a dia, pela imposição de um modelo econômico que privilegia o ter sobre o ser e que cria desigualdade brutal, será possível uma autêntica conversão. Novamente podemos dizer que os pobres nos evangelizam, pois nos põem em contato direto com a realidade de sofrimento e dor do mundo inteiro. Sentir com os pobres do mundo é o melhor caminho para se comprometer com o cuidado integral de toda a criação.

Fonte: Revista CLAR. CONVERSÃO ECOLÓGICA. Bogotá: Editorial Kimpres.  Ano LIV – Número 4/ Outubro – Dezembro, 2016, p. 75-83.