Sejam Bem Vidos!!!

A vida é presente de Deus! Cuidar bem dela é nosso dever. Dar sentido à vida é uma opção que cada pessoa faz. Este blogger apresenta para você oportunidades de conhecer nossa missão.

quarta-feira, 15 de maio de 2019



PARTILHA DA Experiência do 1º grupo de
 Peregrinação
das Irmãs Sacramentinas DE NOSSA SENHORA à Casa Mãe
(Manhumirim/MG – 03 a 06 de maio de 2019)

Dentro das comemorações dos 90 Anos da nossa Congregação o primeiro grupo formado pelas Irmãs Sacramentinas das Comunidades da Casa Central e Casa Madre Beatriz de Belo Horizonte/MG, Goiânia/GO e Alvarães,/AM, realizaram uma Peregrinação à Casa Mãe em Manhumirim, MG.


            A ótima acolhida das Irmãs da Comunidade, a beleza dos jardins e de todos ambientes da Escola muito bem nos prepararam para a intensa atividade.
Com muita tranquilidade fomos encaminhadas para cada local e lá fazíamos memória da vida da Congregação, das pessoas que dela fizeram e fazem parte. Foram momentos mágicos, inesquecíveis, de pura espiritualidade.
            Um sentimento de gratidão tomou conta do grupo e pudemos avaliar a grandeza de um chamado e a profundeza de uma resposta. Deus chamou Padre Júlio Maria e Madre Beatriz e eles responderam. O Sim de cada um foi se transformando no dia a dia e, somado ao sim de cada Irmã, chegamos aos 90 Anos de caminhada.

           



























Voltamos felizes. Não devo descrever minuciosamente a nossa experiência para não estragar as surpresas dos grupos que ainda irão fazer a sua Peregrinação. Mas vai um conselho do fundo do coração: Não perca esta oportunidade! Siga seu grupo!
As fotografias por si falam dos espaços por nós visitados. Admirem!
Irmã Maria Aparecida Silva, sdn

quarta-feira, 8 de maio de 2019


Aspirinter - Dimensão Espiritual.
Aspirinter é um encontro intercongregacional, que se realiza em cinco encontros no decorrer do ano, proporcionando as/os jovens que desejam viver a Vida Religiosa Consagrada, através das Congregações, Instituto e Ordens.

Eis a partilha das jovens Formandas

O Aspirinter com o tema: Espiritualidade, para mim foi uma experiência profunda. Olhar para dentro de mim  mesma. Um retorno à minha origem, a minha História, a minha Experiência de Fé pessoal com Deus e com as pessoas que fizeram parte dela. Em todos os momentos da minha história quando me sentia abandonada pela falta de meu pai, sentia Deus me guiando, me protegendo e me dando forças. Quando criança nunca entendia o porquê da minha resistência em relação a Deus Pai, sei que quando recebi o meu Batismo comecei uma relação já estremecida com Deus Pai.
Através da espiritualidade posso sentir DEUS em minha vida,  que me dá forças para ir ao meu passado para compreender o meu presente. Pois conseguirei ter vida nova e forças para iluminar a minha história e dar tempero a minha vida, quando eu me entregar verdadeiramente ao caminho que escolhi. Com paciência, amor, perdão e ternura, para superar, tudo aquilo que já vive e que me atrapalham no hoje. Isso eu só encontrei em um Deus Pai que é Vida, que mostra a Verdade e que me conduz no Caminho neste mundo tão cheio de incertezas -  Vívian Ribeiro.                                                                                                                                                                                     
No segundo encontro do aspirinter, cuja o tema “Espiritualidade”, tendo como assessor Frei Andersom, que soube desenvolver uma metodologia bastante enriquecedora, fazendo-nos refletir sobre os sacramentos recebidos, com ênfase no sacramento do batismo. Nos motivou a criar uma linha do tempo, da nossa caminhada espiritual mostrando-nos a   importância de assumir o nosso batismo; o impacto que ele causa na vida espiritual e no nosso relacionamento com Deus e com as pessoas. Para isso, precisamos ter em nós os mesmos sentimentos de Jesus Cristo, vendo Ele, como Homem de encontro que transforma e plenifica.

Ao iniciar a nossa caminhada cristã, aprendemos a rezar orações decoradas. Elas nos ajudam na espiritualidade, mas espiritualidade vai além; a “espiritualidade deve estar na vida e a vida na espiritualidade” (frei Andersom, aspirnter, 2019). 

As orações decoradas contribuem para o nosso crescimento sim, mas a espiritualidade está na comunhão como outro e com o meio onde vivemos. Ter capacidade de perceber a presença atuante de Deus em nós e em nossa história. Desenvolver um olhar holístico, respeitando o processo de crescimento pessoal e intelectual de cada pessoa, se colocando no lugar do outro, servir, ter as mesmas atitudes de Cristo, lavar os pés uns dos outros. Para encontrar com Jesus, devemos encontrar Jesus em nossos irmãos, este encontro automaticamente nos fará ser sal e luz para o mundo, levando-nos ao Pai -  Ana Maria.

Para mim, o Aspirinter foi um momento lindo, enriquecedor e significativo para minha caminha vocacional, que me proporcionou a experimentar na pele e no meu coração a presença de Deus.
Os momentos de vivência em grupos, a assessoria do Frei Andersom, o convívio com as pessoas, foi um momento de intensa reflexão, onde me permitiu vislumbrar com clareza toda minha caminhada, iniciando pela minha infância até o momento presente. O assessor enfatizou a necessidade da busca permanente da espiritualidade, na vida missionária, dizendo:  “a espiritualidade na vida e a vida na espiritualidade”.
Um momento muito marcante para mim foi quando pude de uma maneira muito viva, relembrar todas as pessoas que me ajudaram e motivaram para eu seguir minha vocação e como ainda muitas delas ainda me inspiram com seu testemunho de vida - Ana Paula.

Para mim, mesmo com conteúdo que eu já conhecia, foi um grande momento de alegria, espiritualidade, partilha, discernimento, entender melhor o amadurecimento da minha fé e alguns momentos da minha vida que minha espiritualidade era quase vazia.
Voltei com o coração transbordando de alegria e gratidão, por relembrar de todos que caminharam e caminham comigo na minha caminhada de fé, por tudo que vivi e por todos que tornaram possível a realização desse aspirinter - Danielle Samanta.


                                                                                                                                

segunda-feira, 6 de maio de 2019



PRÉ-CONGRESSO VOCACIONAL DO REGIONAL LESTE 2
A Pastoral Vocacional do Regional Leste 2 (Minas Gerais e Espírito Santo) da CNBB e a Conferência dos Religiosos do Brasil - Regional Minas Gerais, tem a alegria de convidar para o Pré-Congresso Vocacional que será realizado nos dias os dias 25 e 26 de maio, na Paróquia Nossa Senhora da Glória, em Belo Horizonte (MG).
Com o tema Vocação e Discernimento:“Mostra-me, Senhor, os teus caminhos”, o Pré-Congresso tem como objetivo despertar ações e propostas em prol de uma Cultura Vocacional em nossa sociedade atual. O evento quer ser também uma oportunidade para que mais pessoas possam meditar acerca desta temática, e com isso, fazer chegar até as bases a proposta do 4º Congresso Vocacional do Brasil, a ser realizado nos dias 05 a 08 de setembro deste ano, em Aparecida (SP).

Algumas informações importantes para participação.
Pré-Congresso Vocacional do Regional Leste 2
Data: 25 (início às 7h30) e 26 (término às 12h30) de maio de 2019
Local: Paróquia Nossa Senhora da Glória Rua Enéias, 430  Glória – Belo Horizonte (MG).

Inscrições:
As inscrições podem ser feitas até o dia 15 de maio. Clique aqui. 
As vagas estão ddistribuidas da seguinte forma: 
CRB Regionais: Minas Gerais e Espírito Santo – (50 vagas)
(Arqui)ioceses do Regional Leste 2 – (3 vagas por diocese)
Institutos Seculares de Vida Consagrada – (23 vagas)
Novas Comunidades – (20 vagas)

Taxa de inscrição: 
Será cobrado o valor de R$50,00 (cinquenta reais), incluindo alimentação, a ser pago por meio de depósito em uma das  contas da CRB/MINAS:
Banco Itaú – Agência: 0590 – Conta Corrente: 15204-7
Caixa Econômica Federal – Agência: 4157 – Conta Corrente: 26300-9
Importante: A inscrição só será efetivada mediante envio do comprovante de depósito para o e-mail recepcao@crbminas.org.br . Após a confirmação do pagamento e envio do comprovante, a CRB Minas irá emitir o recibo para os participantes. 

Este é um tempo especial de oração pelas vocações, como também de nos prepararmos nesta temática vocacional. “O Congresso Vocacional do Brasil é um despertar, é uma sacudida, para que a gente possa trabalhar esse tema em nossas comunidades e, assim, criar uma cultura vocacional. Então, acredito que o Congresso será de suma importância para a Igreja no Brasil no despertar para questão vocacional” (Dom José Roberto Fortes Palau).
Aguardamos com muito carinho a todos os participantes!

Fraternalmente,
            Equipe PV/SAV – CRB/Minas


segunda-feira, 8 de abril de 2019

Sacramentinas, ali, aqui, acolá!

Aspirinter
Formação Humana
com ênfase nas relações
BH





Postulínter
Formação Humana
com ênfase na Vida Comunitária, BH







Novas Gerações
Preparação para o Congresso
BH




Pastoral da Juventude - Paróquia Santa Cruz, BH








                                                  Rede Um Grito Pela Vida - Alvarães, AM


                                                   


                                         Animadores                                         Vocacionais - Tefé, AM











Desfile no dia da cidade de Manhumirim - MG
Solidariedade com os que sofrem com as tragédias em Brumadinho, MG; 
Escola de Suzano, SP; Acidentes no RJ.
Lembrando a CF 2019, pedindo proteção à vida.
Um manifesto à vida!
Manhumirim, MG




















Setor Juventude
da Região Episcopal Nossa Senhora da Piedade
Arquidiocese de BH







Irmãs e Formandas Sacramentinas presentes em vários outros lugares...
Jovem, quer somar força conosco, na missão de evangelizar? Há muitas pessoas esperando pelo SEU, O MEU E O NOSSO SIM. AQUI ESTOU! ENVIA-ME...

terça-feira, 12 de março de 2019



INFÂNCIA MISSIONÁRIA CELEBRA 10 ANOS NA COMUNIDADE MENINO JESUS
Aos 78 anos Irmã Rita Ferreira de Jesus, Sacramentina de Nossa Senhora, foi enviada com outras duas irmãs para uma nova missão. Ao chegar à nova comunidade paroquial observou que havia poucas crianças na igreja. Ela que na década de 40 havia sido membro da Santa Infância e que trabalhara com a Infância e Adolescência Missionária (IAM) na antiga paróquia onde residira, intuiu logo a necessidade de formar um novo grupo da IAM.
Procurou conhecer as crianças do bairro e convidá-las para participar dos encontros. Era fevereiro de 2009.
O grupo que no início era pequeno, aos poucos foi crescendo e se fortalecendo, tanto com a chegada de novos membros – convidados pelas próprias crianças – como pela formação de novos assessores.

Irmã Rita conseguiu não só entusiasmar as crianças e adolescentes como também adultos que se tornaram colaboradores e apoiadores desta bonita obra. Assim nascia o grupo da IAM na Comunidade Menino Jesus, da Paróquia Nossa Senhora da Libertação, no município de Goiânia - GO.

Hoje, passados 10 anos, contemplamos as sementes lançadas, crescendo e frutificando. Entre os frutos merece destaque o despertar do protagonismo, solidariedade, partilha e a participação das crianças na vida da comunidade. Quantas pessoas foram marcadas pela experiência vivenciada na IAM! Muitas daquelas crianças convidadas a formar o grupo inicial são hoje jovens da Juventude Missionária (JM) comprometidos com a comunidade e conscientes de sua missão na sociedade.
Por tudo damos graças a Deus que, com sua graça, conduziu este trabalho e rogamos a Ele que os valores transmitidos possam contribuir para o crescimento do Seu Reino!

De todas as crianças do mundo: sempre amigos!
Irmã Renata Magro, sdn












segunda-feira, 4 de março de 2019


IRMÃS SACRAMENTINAS DE NOSSA SENHORA
CAMINHANDO NA ESPERANÇA
CONSTRUINDO SONHOS
COMPARTILHANDO AMOR

Nós, Irmãs Sacamentinas de Nossa Senhora, Congregação brasileira, mineira, nascida em Manhumirim, temos algo a anunciar...
Com júbilo e gratidão estamos celebrando 90 Anos de história! 

Nascemos na pobreza de Jesus de Nazaré e da sabedoria e insistência de Dom Carloto Távora, bispo de Caratinga, Minas Gerais, que reconheceu no Padre Júlio Maria De Lombaerde o carisma de Fundador.

Dom Carloto sentia a necessidade de Religiosas na sua Diocese, especialmente para formar professoras catequistas. Resistindo, a princípio, Padre Júlio Maria atendeu, num ato de obediência, ao pedido do bispo, quando viu nele a manifestação da vontade de Deus.
Na noite de 24 de dezembro de 1929, a Congregação nascia, fruto de um coração obediente e da coragem de sete jovens, entre elas, Irmã Maria Beatriz Frambach, que logo foi convidada pelo Fundador para ajudá-lo na missão de liderar o grupo iniciante, tornando-se a Cofundadora.
Dos lábios do Padre Júlio Maria, as primeiras Irmãs acolheram o lema da Congregação: AMOR E SACRIFÍCIO. O tempo, a história e as Irmãs que viveram as primeiras décadas, sabem bem o que significaram estas duas palavras - Amor e Sacrifício. Um começo de muita carência. Contavam apenas com a graça de Deus. Construir, aprender, ensinar, viver, sair em missão, conviver com as dificuldades próprias daquele tempo... Logo no início, experimentaram o sentido profundo deste lema, enfrentando a resistência e a perseguição dos dirigentes do município. Estes perceberam que as obras do Padre Júlio Maria seriam empecilho à manutenção do seu poder e controle público. Mas, filhas de um lutador, as Irmãs se mantiveram de pé!
Através de sua vida de apaixonado missionário, Padre Júlio Maria deixou-nos uma grande herança: compromisso com o Evangelho, com o anúncio do Reino, com a Igreja e o povo; denúncia a tudo que se opõe à vida, aos valores do Reino a aos princípios da fé cristã; vivência e anúncio vibrante da Eucaristia e de Maria; criatividade na busca de recursos para a sobrevivência e evangelização.
Madre Maria Beatriz foi uma mulher comprometida com a vontade do Pai. “Fazer a vontade de Deus” era seu ideal de santidade, seu programa de vida. Soube sempre dizer sim a Ele. Esse dom, verdadeiro presente de Deus, que marcou e iluminou o seu caminho de santidade, foi enriquecido depois, com o aprofundamento da espiritualidade missionário-eucarístico-mariana, fundamento do nosso Carisma, tesouro legado à Congregação das Irmãs Sacramentinas pelo seu Fundador, Padre Júlio Maria, de quem Madre Beatriz foi fiel discípula. Aprendeu com ele a viver o amor a Eucaristia e a Maria, amor que ela soube cultivar, difundir e nele crescer.  
O sonho da Madre Beatriz era que as Irmãs vivessem na fraternidade como os primeiros cristãos, numa comunhão de vida, de amor, de união. Buscou na Palavra de Deus um lema para a vida das Comunidades e para toda a Congregação. Em suas Circulares às Comunidades, sempre motivou à vivência desse ideal: “Um só coração, uma só alma”.
Hoje, entendemos que nosso Carisma e Missão exigem de nós a luta pela justiça, igualdade e partilha, na vivência da fraternidade, construindo a comunhão.
Na ação apostólico-missionária, assumimos as orientações da Igreja, na qual estamos inseridas. Nossa missão se expressa na educação, saúde, inserção nos meios populares, catequese, educação da fé, formação de lideranças e no serviço da acolhida.

Nestes 90 Anos de história, sustentadas pela graça divina, vivemos a nossa vocação, buscando ser resposta aos apelos de Deus. Foram inúmeros os sinais de sua presença, manifestados nesta caminhada histórica!... Temos muito a agradecer!
Vamos cantar o nosso “Magnificat”, realizando ao longo do ano, entre muitas atividades das nossas Comunidades, uma Peregrinação a Casa Mãe, Manhumirim, Minas Gerais, berço da Congregação, lugar místico, memorial sagrado da Vida Sacramentina, onde renovamos as nossas forças, o nosso encanto pela Vida Religiosa Consagrada, a paixão pelo Reino e o vigor missionário.  
O encerramento das celebrações dos 90 Anos da Congregação acontecerá no dia 24 de dezembro de 2019. Será um momento de gratidão e louvor, recordando o nascimento de Jesus e da Congregação.  

Irmãs Solange Pereira Barros e Zely de Paula; SDN.
Belo Horizonte, MG.







segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Foto da Internet - JMJ, Panamá


JUVENTUDES E VOCAÇÃO
À LUZ DO MAGISTÉRIO DO PAPA FRANCISCO

O Papa Francisco ao falar da Igreja, nos diz que ela está em processo de construção. Por esta razão, ela deverá ser acolhedora e que coloque em prática os ensinamentos de Jesus. Percebe-se em seus documentos, a preocupação contínua de não permitir que a Igreja se distancie do Evangelho, desviando para outros caminhos.

Como “bom pastor”, Francisco está sempre atento ao seu “rebanho”, e, no momento, nos impulsiona a voltar nosso olhar amoroso para a juventude, trazendo-a para a centralidade do Projeto de Deus. Trata-se de um grupo cheio de potencialidades. Mas, infelizmente o “mundo adulto” nem sempre o vê assim. Devido à sua pouca experiência de vida, o vê, muitas vezes, como grupo sem compromisso, desatento, inconstante, voltado para o provisório, etc. Frente a esta concepção, a juventude acaba sendo colocada à margem da sociedade e da Igreja. Será que esta forma de os adultos conceberem a juventude, não tem contribuído para o elevado número de jovens no mundo das drogas, do desânimo, da depressão e do suicídio?
No questionário preparatório ao Sínodo da Juventude, fez-se esta pergunta: o que querem os jovens de hoje? Sobretudo, o que buscam na Igreja? Como resposta expressaram que desejam: uma “Igreja autêntica”; que brilhe por “exemplaridade, competência, corresponsabilidade e solidez cultural”; uma Igreja que compartilhe “sua situação de vida à luz do Evangelho ao invés de fazer pregações”; uma Igreja que seja “transparente, acolhedora, honesta, atraente, comunicativa, acessível, alegre e interativa”. Enfim, uma Igreja “menos institucional e mais relacional, capaz de acolher sem julgar previamente, amiga e próxima, acolhedora e misericordiosa”.
Cuidar e acompanhar aos jovens pode nos parecer uma tarefa difícil, mas necessária e urgente. Faz a diferença quando a jovem o jovem, vem sendo acompanhada/o pela família, a Igreja e a Sociedade de modo em geral. Tornam-se pessoas que constroem sua “casa sobre a rocha” e ainda, cidadãos críticos, formadores de opinião. Por isso, a necessidade de acompanhar aos jovens. Compreendemos: acompanhar é diferente de dominar, influenciar, manipular, etc. Acompanhar é colocar-se numa atitude de quem caminha junto, escuta e respeita a liberdade da pessoa acompanhada. Jesus nos ensina isso no caminho com os discípulos para Emaús (Lc 21, 13-35).
O Papa Francisco também recordou uma das palavras de Jesus aos discípulos, que lhe perguntavam: “Rabi, onde moras?”. Ele respondeu: “Vinde e vede!”. “Jesus dirige o seu olhar também a vós, convidando-vos a caminhar com Ele”. Essa atitude de Jesus nos desafia! Temos coragem de convidar a/o jovem a vir conosco para ver de perto como vivemos nossa consagração, nosso compromisso batismal, nosso testemunho profético, de tal forma que impulsione também ela/ele a viver o mesmo? Em outras palavras, a convivência conosco, desperta nas/nos jovens o desejo de eternidade? Aquelas/es que estão em nossas Instituições sentem-se a força do seu protagonismo e a disposição para a entrega de sua vida no serviço ao Reino de Deus?
Disse Dom Jaime Spengler: “Urge apresentar aos jovens e adolescentes os distintos caminhos do serviço do Senhor e do seu Reino: como leigos engajados nos diversos âmbitos da vida social; casados que assumem o compromisso do matrimônio; consagrados por causa do Reino dos Céus; e ministros ordenados a serviço do povo, nas diversas comunidades de fé”.
Esta fala de Dom Jaime também nos provoca, pois sentimos constrangidas/os ao falarmos de vocação. Esta palavra, por muito tempo na Igreja, foi compreendida de forma limitada, se referindo apenas à escolha do sacerdócio ministerial ou da vida consagrada.
Nesse sentido, o Padre Júlio Maria nos dá um testemunho bonito e animador. Desde a sua adolescência assumiu uma atitude profunda de escuta ao chamado de Deus em sua vida. Em sua juventude selou seu compromisso tornando-se Irmão, na Congregação dos Missionários de Nossa Senhora da África. E com o passar do tempo, aspirando ao Sacerdócio, no final de 1901, retornou à Europa, e ingressou na Congregação dos Missionários da Sagrada Família.
Seu jeito de viver, de conviver e de falar ao povo comovia as pessoas e despertava nas/nos jovens um forte desejo de seguir a Jesus como consagradas/os. Seu ardor missionário inquietava... Não será este, um momento propício para revermos a vivência concreta de nossa Consagração, para percebermos se somos ou não, presença que desperta seguidoras/es?
Irmãs: Cacilda Mendes Peixoto e Maria Aparecida Rosa, sdn








terça-feira, 25 de dezembro de 2018

Imagem da Internet



Todas as pessoas que nos visitam pelo Blog, desejamos um Feliz Natal e um Ano Novo cheio de Paz!
Continuem conosco! É sempre um prazer compartilhar com vocês nossas reflexões!












Celebração e confraternização de Natal na casa das Irmãs idosas.

Esta data para nós, Irmãs Sacramentinas de Nossa Senhora é muito importante! O nascimento do Menino Jesus, que ao nascer é colocado em um cocho, lugar onde se coloca comida para os animais. Ali Ele já nos indicava que seria alimento para nossa vida. Em sua encarnação Ele nos eleva à sua divindade.

Nesta mesma data celebramos o nascimento de nossa Congregação, 24 de dezembro de 1929 - Manhumirim, MG.

Quando a Congregação completou-se quinze anos, na tarde do dia 24/12/ 1944, Padre Júlio Maria de Lombaerde, nosso fundador, quando voltava de uma Celebração Eucarística em Vargem Grande,  conhecido hoje como distrito Padre Júlio Maria, sofreu um acidente automobilístico e faleceu preso as ferragens do veículo.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

UM CHAMADO! UMA DECISÃO!




A vida é realmente surpreendente! Quem diria que esse ano seria dessa forma, ou melhor, nesta forma? Aprendi a olhar tudo com olhos diferentes, com um olhar que enxerga não somente o amor cheio de fantasias, mais também suas várias ramificações e variadas formas de expressão.

Vocês Irmãs Sacramentinas de Nossa Senhora, me ensinaram a olhar a vida de forma plena, misteriosa e bela.

Meu desejo pela vida Religiosa Consagrada vem desde muito cedo e a cada ano,  aumentava, porém, um pouco vazio e com uma grande interrogação: será, que ser irmã é uma vocação também para mim? Esse desejo  tornou-se realidade, quando em 27 de julho de 2012, um belo dia por sinal, três irmãs: Cida, Crueza e Julimar, chegaram na pequena cidadezinha, Alvarães, às margens do Rio Solimões, AM.  Minha convivência com a Irmã Creuza foi pouco tempo, mas percebi que é uma grande missionária!  Com as Irmãs: Cida e Julimar, o tempo de convivência se estendeu por um tempo maior, por isso, um mar de aprendizado! Eu, as observava sempre, olhando aquele jeito encantador, conquistador, pleno e simples que só uma sacramentina tem!

O tempo que passei junto de vocês adquiri experiências que me deram força e coragem para o início de uma nova caminhada. Também tive o prazer de conviver um pouco com as Irmãs, Ana Maria, Maria Lopes, Sebastiana e Teresinha, também elas me ajudaram e motivaram meu sim.

Aos 16 anos de idade, senti que a hora para tomar uma decisão havia chegado. Esperava que com um desejo forte, que o primeiro dia do ano de 2018, não seria igual aos demais. Foi o que aconteceu. Me embarquei para Belo Horizonte, MG, a fim de dar início ao processo formativo para a Vida Religiosa Consagrada, junto às Irmãs Sacramentinas de Nossa Senhora. Uma longa jornada! No grande desejo de me tornar missionária, descobri que primeiramente preciso encontrar a mim mesma. Tarefa árdua, mas necessária para servir melhor ao Reino de Deus!


Agradeço a Deus, que em sua bondade  me proporcionou iniciar meus primeiros passos nesse grupo,  em Manhumirim, MG, origem da Congregação. Cidade rodeada de montanhas e eu rodeada de Irmãs, que estavam em retiro, marcadas por uma espiritualidade profunda, sabedoria e santidade incalculável!  As Montanhas?! Lindas! Com seu verde encantador e as quedas de águas descendo na mais pura e singela naturalidade!

 Em Belo Horizonte, esse cenário não é o mesmo. Vejo tanto morro com aglomerado de pequenas casas, onde há dificuldades, como também esperança, alegria e solidariedade. Esta realidade me motiva no desejo de consagrar minha vida a serviço dos mais necessitados.

Durante todo o ano fui acompanhada por uma pessoa verdadeiramente “santa”, Irmã Cidinha, quem esteve junto todos os dias acolhendo minhas partilhas e me ajudando a crescer. Nunca me disse  a forma certa de fazer as coisas e sim, me despertou para enxergar o que estava ao meu redor e além disso, a compreender o mistério que sou.

Assim, pouco a pouco,  na convivência com cada Irmã, acrescentava algo novo para o meu  crescimento.  Sendo cada uma na sua delicadeza e sabedoria, nos desperta para a transformação das pessoas em seres de caráter, bondade e amor.


Para mim, o mais bonito em ser Sacramentina é a entrega total que cada uma faz todos os dias e que se torna um conjunto de coisas bonitas. É louvável a forma como uma, alimenta o que há de mais bonito na outra é como se fosse um verdadeiro mergulho todos os dias na riqueza da vida. Eu passaria horas relatando as fantásticas coisas que eu aprendi com cada uma. Aprendi também que a melhor forma de agradecimento são as atitudes e que a  exemplo de cada uma, eu seja uma verdadeira missionária, vivendo na ousadia e coragem que é construída todos os dias.

Como Maria fez apressando sempre seus passos, atenta em servir e cuidar dos pequenos com ternura e delicadeza, fez da sua vida uma constante doação.  Que eu faça da minha vida o que vocês fazem das suas. A exemplo dela, se doando, sendo  pão que dá força e coragem.  Vinho que  desperta para a alegria.  Encerro este ano, com o coração cheio de luz, pois ser Sacramentina é um verdadeiro “garimpar” em busca de algo precioso que me lança continuamente ao encontro do  meu ser, que me dá força para me lançar em direção ao outro.
Obrigada pelo ano maravilhoso!

Meu maior desejo é continuar escrevendo com vocês esta história de amor, cuidado, luta e doação, sendo Sacramentina de Nossa Senhora.
Kariny Eloise Pantoja da Silva - Apirante, sdn