Sejam Bem Vidos!!!

A vida é presente de Deus! Cuidar bem dela é nosso dever. Dar sentido à vida é uma opção que cada pessoa faz. Este blogger apresenta para você oportunidades de conhecer nossa missão.

domingo, 5 de abril de 2015

Ressurreição: conectados à Vida



Duas frases mais repetidas pela Igreja neste domingo são: “Cristo Ressuscitou” e “Deus ressuscitou a Jesus”. Elas condensam as afirmações mais frequentes do NT sobre este tema.
No entanto, o evangelho indicado para este domingo não tem como protagonista nem a Deus, nem a Cristo, nem confessa sua ressurreição. Os três protagonistas que menciona são puramente humanos: Maria Madalena, Simão Pedro e o discípulo amado. Nem sequer há um anjo. O relato de João se centra nas atitudes muitos diferentes destes três personagens.
Maria Madalena reage de forma precipitada: ao ver que a pedra tinha sido retirada da entrada do túmulo logo conclui que alguém tinha levado o corpo de Jesus; a ressurreição nem sequer passa pela sua cabeça.
Simão Pedro atua como um inspetor de polícia diligente: corre ao sepulcro e não se limita, como Maria, a ver a pedra removida; entra, observa as faixas de linho no chão e o sudário enrolado, num lugar à parte. Algo muito estranho. Mas não tira nenhuma conclusão.
O discípulo amado também corre, inclusive mais que Simão Pedro; mas quando chega ao sepulcro, espera pacientemente. E vê a mesma coisa que Pedro, mas conclui que Jesus ressuscitou.
O evangelho de João oferece hoje uma mensagem esplêndida: diante da Ressurreição de Jesus podemos pensar que é uma fraude (Maria), não saber o quê pensar (Pedro)  ou dar o salto misterioso da fé (discípulo amado).
 
Imagem da Internet
Há, neste texto, um progressivo caminho de fé. Começa com Maria Madalena: ela busca, sai de seu esconderijo vai ao encontro de um corpo. Ainda está presa à morte e ao passado, mas é levada pela coragem a buscar um sentido para sua dor e tristeza. Trata-se de um primeiro passo, embora incipiente: colocar-se em movimento, sair, romper com seu lugar estreito...
A atitude de Pedro é um pouco mais profunda: depara-se com os sinais de Ressurreição e busca entender o que tinha acontecido. Certamente ficara confuso diante do sudário dobrado, colocado à parte: “como é possível, alguém, no momento glorioso de sua vida, encontrar tempo para dobrar um sudário!”.
A razão ainda não é suficiente para mergulhar no mistério da fé.
Somente João é capaz de dar o salto da fé: mergulha no mistério. Deixa-se afetar pelos sinais, não buscando razões que expliquem o que tinha acontecido. Assume a atitude de acolhida do mistério. Seu olhar é um olhar contemplativo: vai além dos sinais.
Os três viram os mesmos sinais; João, com um olhar contemplativo, vai além das aparências; é preciso ter os olhos destravados para “ler” os sinais da Ressurreição. João fica assombrado diante de tantos sinais; ele “entra” no túmulo de maneira diferente; não faz de maneira apressada, como Pedro. Ele pára, dá um tempo, tem paciência... Tem uma atitude de acolhida e não de investigação.
Os relatos dos próximos dias de Páscoa nos ajudarão a alcançar a terceira atitude.
Qual atitude prevalece em mim?

“No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao túmulo de Jesus, bem de madrugada,...”
No relato do evangelho de hoje, a ressurreição é apresentada como uma “nova Criação” levada a termo pela intervenção providente de Deus. Não nos damos conta de que é o primeiro dia da semana, e que tudo mudou, que tudo é novo; é o primeiro dia da nova criação, do tempo novo, da vida nova, do ser humano novo.
A Páscoa deixa tudo igual enquanto o coração humano não faz a experiência de que Deus está vivo.
Tudo é Vida, que pode expressar-se como vibração, energia... A Vida não é algo que temos, mas o que somos; o que temos, podemos perder; o que somos, permanece. Desse modo, nos experimentamos conectados à Fonte de tudo o que é e à Vida que somos. Nisto consiste a sabedoria e a libertação: na conexão consciente ao Mistério da Vida, a Deus, sem nenhum tipo de separação, nem distância, sem costuras.
 
Imagem da Internet
“Agora” é a Vida, “agora” é a Ressurreição, embora tenhamos dificuldade para descobri-la, como os três personagens da cena de hoje. O ego corre, como os discípulos, pensando que no futuro se sentirá melhor. Com frequência, corre tão depressa que não repara em nenhuma outra coisa que não seja sua própria expectativa. Em algumas ocasiões, parece receber a graça de poder ver as “faixas de linho” e de ver através delas. Na realidade, para quem está atento, tudo são “faixas”, sinais, aberturas, ranhuras, gretas... por onde a Vida se infiltra. Tudo pode ser oportunidade para nos despertar para quem realmente somos e reconhecer-nos conectados à Vida. Isso é viver ressuscitados.
Mas, para poder ver o significado que as “faixas” contém, requer-se atenção. Uma atenção que nos faz estar no momento presente e calar o falatório mental. Nesse Silêncio, poderá desvelar-se diante de nossos olhos a Presença que nos chama pelo nome.

Maria Madalena madruga para encontrar-se com a morte na sepultura; e Deus madruga mais ainda para recuperar a vida. Madalena madruga para a morte e Deus madruga para a vida.
Enquanto estamos a caminho da morte, Deus está a caminho da vida; enquanto continuamos presos no passado, Deus já está no presente novo; nós visitamos sepulcros e Deus visita corações que vivem e tem garra de viver; nós nos empenhamos em encher os sepulcros, e Deus se encarrega de esvaziá-los.
Os sepulcros não são lugares de encontro com Ele; a Ele o encontramos na comunidade reunida no amor.
A verdadeira Páscoa não acontece ao lado do sepulcro; ela acontece quando os corações começam a pulsar de novo com um novo ritmo de vida e de esperança. 
É Pascoa não só quando Deus ressuscita Jesus de entre os mortos mas quando Deus se faz acontecimento de vida em nós. Deus celebra a Páscoa não junto à pedra do sepulcro mas na vida das pessoas.
É de madrugada, e nós ainda continuamos com os olhos vendados do passado. Mas Deus já faz resplandecer a luz da madrugada, esperando iluminar as mentes e despertar os corações para acolher a Vida.

Texto bíblico:  Jo 20,1-9

Na oração: A Luz da Ressurreição desperta em nós a nostalgia de outra luz, de outra beleza...
                     A tensão de luz e sombra também está viva em nosso interior, no espaço interior de cada um de nós. Somos filhos da luz e do dia, pertencemos ao dia e à luz. Mas ninguém pode apagar esta luz nova que busca expressar-se no cotidiano de nossa vida.
Em sua tensão de luz e obscuridade... contemple o Ressuscitado.

Uma Santa e Inspirada Páscoa.
Padre Adroaldo - sj







quarta-feira, 25 de março de 2015


O Serviço de Animação Vocacional da Arquidiocese de Belo Horizonte (SAV), realiza reunião com representantes de paróquias, comunidades, institutos e congregações religiosas, sobre as celebrações do Dia Mundial de Oração pelas Vocações, na próxima quinta-feira, dia 26 de março, às 14h30.
Este ano o evento será no dia 26 de abril e será realizado em comunhão com o Secretariado Arquidiocesano da Juventude. A proposta é também realizar uma exposição vocacional com espaço para retratar os carismas das congregações, seminários e comunidades de vida.

A reunião será na Paróquia Santa Teresa e Santa Teresinha, que fica na Praça Duque de Caxias, 200 - Bairro Santa Tereza. Linhas de ônibus: 9103 e 9210 | Metrô: estação Santa Tereza. Informações pelo telefone 3461.9648.

sexta-feira, 13 de março de 2015

ENCONTRO DE FORMADORES – MARÇO DE 2015



CASA DE ENCONTROS E RETIRO – COQUEIRO D`ÁGUA - SANTA LUZIA, MG

Tema: Vida Religiosa Consagrada e Juventude
Assessora - Carmem Lúcia Teixeira - Socióloga, Mestra em Ciências da Religião e Pesquisadora da Juventude - Goiânia, GO.

Para começo de conversa:

1.      Qual a sua pergunta existencial?
2.      O que mais lhe incomodou/ incomoda na VRC?
3.      O que mais lhe motivou na VRC e o que você aprendeu com isso?

Acostumamos idealizar os lugares e as pessoas. Isto não é bom e nem realiza ninguém. A idealização nos impede de ver a realidade conforme ela é. Ela não nos permite fazer mudanças.

Nosso jeito de tratar a juventude não pode ser idealizado. Precisamos acompanhar a/o jovem a partir das suas perguntas e não a partir da nossa idealização. Nossa missão na formação é provocar crescimento e isto “provoca dor”, então nos tornamos provocadores.

O que as pessoas falam dos jovens? Qual é o conceito de juventude?
O conceito que temos de juventude influencia na formação da/o jovem. Precisamos formar para que a pessoa seja sujeito, protagonista da sua vida. Fazer a travessia do “eu vim para ser servida/o” para a resposta de “estou pronta/o para servir”. O horizonte é a missão e toda vocação é para uma missão.

O dia foi muito dinâmico, proveitoso com estas e várias outras reflexões e provocações suscitadas pelos grupos de trabalho.


VRC EM FORMAÇÃO: DESAFIOS – PERSPECTIVAS – ESPERANÇAS
Assessor: Pe. Jaldemir Vitório - SJ
Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia – FAJE, BH-MG

DESAFIOS

  1. Recuperar nossa identidade de discípulos(as) missionários e centrar nossas vidas em Jesus e no Evangelho.
  2. Viver em comunidade como servidores(as) do Reino, em vista da missão (comunidade missionária).
  3. Abraçar a missão com o espírito de consagrados(as), com a consciência de estar inserido(a) em um corpo apostólico (missão comunitária).
  4. Deixar-se questionar pelo clamor dos empobrecidos e sofredores, nos quais Jesus nos interpela.
  5. Viver com credibilidade nossa condição de “sal da terra” – “luz do mundo” – “fermento na massa”.
PERSPECTIVAS

  1.  Recuperar nossa identidade de consagrados(as) na Igreja e na Sociedade.
  2. Viver a VRC com qualidade humana e evangélica.
  3. Redescobrir nosso lugar apostólico-missionário nos interiores, nas periferias, nas margens.
  4. Caminhar na contramão das idolatrias que roubam nossas liberdades e nos incapacitam para o serviço do Reino.
  5. Construir a nova figura histórica da VRC cujo rosto seja a misericórdia e a comunhão.
ESPERANÇAS – (baseada na Carta do Papa Francisco sobre o Ano da Vida Consagrada).

  1. Ser “peritos em comunhão” e cultivar a “espiritualidade da comunhão”, a “mística do viver juntos”, a “mística do encontro”.
Peritas = conhecer a fundo. Desenvolver a mística do perdão, do diálogo, do cuidado com o outro, do viver junto...
  1. “Despertar o mundo” com a nossa profecia. “Um religioso não deve jamais renunciar a profecia”.
Ajudar as pessoas que cultivam o ódio a passar para o processo do perdão.
  1. Sair de nós mesmos “para ir às periferias existenciais”, onde a humanidade sofredora nos espera.
  2. Ser criativos na caridade, abrindo caminho “para levar o sopro do evangelho às culturas e aos setores sociais mais diversos”, inspirados por nossos(as) fundadores(as).

Na noite do segundo dia, fizemos uma caminhada luminosa destacando os três elementos: Luz, Sal e Fermento. No primeiro ponto, onde nos reunimos, destacamos a comunidade religiosa, chamada a ser luz no mundo.

Segunda parada. O sal conserva e dá sabor. Cada pessoa recebeu uma pitada de sal e fomos motivadas/os a pensar numa pergunta: tenho dado sabor à missão e a minha vida? Continuamos a caminhada cantando e rezando sob o clarão das estrelas, da lua e das nossas velas acesas...


Terceira e última parada. O fermento. Cada trio recebeu papel e caneta para deixar registrado o compromisso que assumiria como fermento até o próximo encontro. Encerramos este momento voltando nosso olhar para as luzes da cidade, que ali representava toda imensidão, onde somos chamadas/os a iluminar, dar sabor e tornar as pessoas protagonistas/fermento.



Irmã Maria Aparecida Rosa - sdn

segunda-feira, 2 de março de 2015

ORAÇÃO DOS CONSAGRADOS E CONSAGRADAS



Deus de Abraão, de Isaac e Jacó,
Pai de nosso Senhor Jesus Cristo e nosso Pai,
acolhe a oração que dirigimos a Vós.
Olha com benevolência para o nosso desejo de bem
e ajuda-nos a viver com entusiasmo o dom da vocação.
 Pai,
que no teu gratuito desígnio de amor
nos chamas, na estabilidade ou na itinerância,
a procurar no Espírito o teu rosto,
faz com que levemos em nós a tua memória:
que ela se torne fonte de vida na solidão e na fraternidade,
para que, nas histórias do nosso tempo,
possamos ser reflexo do teu amor.

 Cristo, Filho de Deus vivo,
que percorreste os nossos caminhos
casto, pobre e obediente,
nosso companheiro no silêncio e na escuta,
mantém em nós a pertença filial
como fonte de amor.

Faz com que vivamos o Evangelho do encontro:
ajuda-nos a humanizar a terra e a criar fraternidade,
partilhando a fadiga de quem está cansado
e deixou de procurar,
a alegria de quem espera, de quem procura,
de quem conserva sinais de esperança.


Espírito Santo, Fogo que arde,
ilumina o nosso caminho na Igreja e no mundo.
Dá-nos a coragem do anúncio do Evangelho
e a alegria do serviço na quotidianidade dos dias.
Abre o nosso espírito à contemplação da beleza.
Aviva em nós a gratidão e a admiração pela criação,
faz com que  saibamos descobrir as maravilhas
que realizas em cada ser vivo. 
Maria, Mãe do Verbo,
vela pela nossa vida de homens e mulheres consagrados,
para que a alegria recebida da Palavra
encha a nossa existência,
e o teu convite a fazer o que o Mestre diz
faça de nós intérpretes ativos no anúncio do Reino.

Amém!

Papa Francisco


quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Ano da Vida Consagrada - Patos de Minas


Celebração Eucarística de abertura do Ano da Vida Religiosa Consagrada - Diocese de Patos de Minas/MG, 15/02/2015 - Catedral Santo Antônio.
São várias Congregações, Instituto e Ordens presentes na Diocese e atuam nas diversas áreas da missão.
Esta Celebração foi um grande momento de encontros, reencontros e depois foram convidadas/os pelo Dom Claudio, para uma confraternização em sua casa.













Falando deste assunto aproveito para inserir aqui fragmentos da Carta do Papa Francisco pelo Ano da Vida Consagrada.

Imagem da Internet
O primeiro objetivo é olhar com gratidão o passado. Cada um dos nossos Institutos provém duma rica história carismática. Nas suas origens, está presente a ação de Deus que, no seu Espírito, chama algumas pessoas para seguirem de perto a Cristo, traduzirem o Evangelho numa forma particular de vida, lerem com os olhos da fé os sinais dos tempos, responderem criativamente às necessidades da Igreja. Depois a experiência dos inícios cresceu e desenvolveu-se, tocando outros membros em novos contextos geográficos e culturais, dando vida a modos novos de implementar o carisma, a novas iniciativas e expressões de caridade apostólica. É como a semente que se torna árvore alargando os seus ramos.
Além disso, este Ano chama-nos a viver com paixão o presente. A lembrança agradecida do passado impele-nos, numa escuta atenta daquilo que o Espírito diz hoje à Igreja, a implementar de maneira cada vez mais profunda os aspectos constitutivos da nossa vida consagrada.
Abraçar com esperança o futuro é o terceiro objetivo que se pretende neste Ano. Conhecemos as dificuldades que enfrenta a vida consagrada nas suas diversas formas: a diminuição das vocações e o envelhecimento, especialmente no mundo ocidental, os problemas econômicos na sequência da grave crise financeira mundial, os desafios da internacionalidade e da globalização, as insídias do relativismo, a marginalização e a irrelevância social… É precisamente nestas incertezas, que partilhamos com muitos dos nossos contemporâneos, que se atua a nossa esperança, fruto da fé no Senhor da história que continua a repetir-nos: «Não terás medo (…), pois Eu estou contigo» (Jr 1, 8).
Que espero eu, em particular, deste Ano de graça da vida consagrada?
Que seja sempre verdade aquilo que eu disse uma vez: «Onde estão os religiosos, há alegria». Somos chamados a experimentar e mostrar que Deus é capaz de preencher o nosso coração e fazer-nos felizes sem necessidade de procurar noutro lugar a nossa felicidade, que a autêntica fraternidade vivida nas nossas comunidades alimenta a nossa alegria, que a nossa entrega total ao serviço da Igreja, das famílias, dos jovens, dos idosos, dos pobres nos realiza como pessoas e dá plenitude à nossa vida.




















quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Abertura do processo de Beatificação e Canonização



No dia 24 de janeiro de 2015 foi um dia especial e de muita alegria para a Família Julimariana (Irmãs Filhas do Coração Imaculado de Maria, Missionários Sacramentinos de Nossa Senhora e Irmãs Sacramentinas de Nossa Senhora).


Após 70 anos do falecimento do Pe. Júlio Maria De Lombaerde, missionários belga que dedicou a sua vida à missão no Brasil e aqui fundou três congregações religiosas, foi aberto o seu processo de beatificação e canonização. 


Às 20h, na Matriz do Senhor Bom Jesus aconteceu o ato jurídico de abertura do processo que foi presidido por Dom Emanuel Messias, bispo diocesano. Estavam presentes também na mesa o Pe. Agrimaldo, juiz; Pe. Sérgio Venceslau, promotor; Ronaldo Frigini, notário; Ana Lúcia Frigini, notária adjunta; Mons. Raul Motta, vice-chanceler; Dr. Paolo Vilotta, postulador e Pe. Heleno Raimundo, vice-postulador. Cada um deles prestou o juramento de sigilo e fidelidade à verdade nos trâmites do processo.


A Igreja estava repleta de fieis de toda a região. Também diversos sacerdotes, religiosos e religiosas estavam presentes. Terminado o ato jurídico todo o povo foi convidado a rezar a Oração pela beatificação do Servo de Deus Pe. Júlio Maria De Lombaerde, que foi seguida do hino do Pe. Júlio Maria (Marcha do Centenário) e a bênção de Dom Emanuel e Dom Miranda.




























Fonte. Site dos Missionários Sacramentinos, com pequenas alterações.


quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

O SERVO DE DEUS PADRE JÚLIO MARIA

O Padre Júlio Maria De Lombaerde foi um missionário escolhido para deixar neste mundo muitos sinais do amor e da bondade de Deus. Foi um homem marcado por Deus para fazer o bem. Na missão, se revelou determinado, corajoso, criativo e ousado. Ele deixou para nós um verdadeiro testemunho. Na sua fé, viu Deus nas pessoas a quem serviu, e no seu amor a Deus, tornou-se seguidor apaixonado por este mesmo Deus. Viveu a espiritualidade eucarística-mariana, com intenso fervor.
Fundou três Congregações Religiosas, que continuam seus ideais e seu carisma: Irmãs Filhas do Coração Imaculado de Maria (1916), Missionários Sacramentinos de Nossa Senhora (1928) e Irmãs Sacramentinas de Nossa Senhora (1929).
É desejo dos filhos e filhas espirituais do Padre Júlio Maria De Lombaerde, se for da vontade de Deus, que ele chegue à glória dos altares, como exemplo para toda a Igreja. A Família Julimariana comemorou feliz, ao receber o Edital da Congregação para as Causas dos Santos, concedendo o “nihil obstat” (nada obsta) para o processo de Beatificação e Canonização do Padre Júlio Maria De Lombaerde. Neste processo, ele se tornou Servo de Deus. O edital foi assinado no dia 03 de janeiro de 2014.
O Padre Júlio Maria nasceu na Bélgica, Europa, no dia 07 de janeiro de 1878. Iniciou sua caminhada missionária na África, na Congregação dos Padres Brancos. O seu Noviciado, ele começou no dia 19 de outubro de 1895 e recebeu o nome de Irmã Optato Maria. Após sua Profissão Religiosa, foi destinado a exercer vários ofícios em diferentes lugares, ainda na África.
A 16 de dezembro de 1901, retornou a Europa, depois que decidiu seguir a vocação sacerdotal. Escolheu a Congregação dos Missionários da Sagrada Família. Fez os votos temporários em 1903 e os votos perpétuos em 04 de outubro de 1906. A 13 de junho de 1908, recebeu a Ordenação Presbiteral.
O jovem missionário se projetou logo como pregador de missões, conferencista e escritor. Recebeu o envio para missionar no Brasil e aqui chegou no dia 15 de outubro de 1912. Seu destino foi Macapá, no Amapá. Desde o início, percebeu a falta de amparo para a infância e a juventude. Inspirado pelo Espírito Santo fundou a Congregação das Irmãs Filhas do Coração Imaculado de Maria, no dia 21 de novembro de 1916.
Por determinação da Congregação dos Missionários da Sagrada Família, ele foi transferido para Natal, RN, no ano de 1926, onde permaneceu 2 anos. Seu grande sonho era fundar uma Congregação Religiosa Missionária, para atuação nas Paróquias. Em contato com Dom Carloto Távora, Bispo da Diocese de Caratinga, MG, recebeu a permissão para iniciar esta obra, o que aconteceu no dia 25 de março de 1928, em Manhumirim, MG. No ano seguinte, a 24 de dezembro de 1929, fundou a Congregação das Irmãs Sacramentinas de Nossa Senhora, e, nesta missão, teve a decisiva participação, como Co-Fundadora, da Madre Maria Beatriz Frambach, que fez parte do grupo que iniciava a Congregação.
Muitas foram as obras realizadas pelo Padre Júlio Maria, em Manhumirim. Ele foi um homem de espiritualidade marcante, que animava o povo na Paróquia e empolgava os corações dos vocacionados e vocacionadas que chegavam. Foi um grande empreendedor de obras e de projetos, na construção do Reino de Deus. Um “homem santo”, confirmam as pessoas que com ele conviveram.
Foi levado para junto do Pai, no dia 24 de dezembro de 1944. Morreu em pleno campo de missão, pois regressava de uma Celebração Eucarística, realizada em Vargem Grande, Alto Jequitibá, quando sofreu um acidente de carro. Sua vida foi sempre uma subida para Deus. Terminou seus dias, bem próximo do Pico da Bandeira, um dos pontos mais altos do Brasil.
Há pessoas que continuam vivas em seus ideais, nas obras que realizaram, no seu carisma. A Igreja tem a missão de tornar conhecidas a vida e as obras daqueles que viveram o chamado de Deus para a santidade. Assim é que a Abertura da Pesquisa Diocesana para a Causa da Beatificação e Canonização do Servo de Deus Júlio Maria De Lombaerde, MSF, se dará em Manhumirim, no dia 24 de janeiro de 2015, às 20h.
Este Ato Jurídico será presidido por Dom Emanuel Messias de Oliveira, Bispo diocesano de Caratinga, MG. No dia 25 de janeiro de 2015, às 9h, será o momento da Celebração Eucarística na Igreja Matriz do Senhor Bom Jesus de Manhumirim.
A Família Julimariana, reunida, se sente cada vez mais comprometida com a missão junto ao povo de Deus, a quem deseja continuar servindo, seguindo os passos do Fundador, o Servo de Deus Júlio Maria De Lombaerde.

Irmã Teresinha Carvalho de Oliveira, sdn

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

VOCAÇÃO ACERTADA FUTURO FELIZ!


RENOVAÇÃO DE VOTOS DAS JUNIORISTAS - 07 DE JANEIRO, 2015

Jesus, depois de saciar a fome de quem lhe ouvia, mandou seus discípulos irem à frente para Betsaida, e ao despedir a multidão, Ele subiu ao monte para rezar. Recolhido em sua oração, Jesus vê a dificuldade que os discípulos enfrentam na travessia do mar, em razão do vento contrário. O Senhor não é alheio às dificuldades da vida humana. Por isso, Jesus decide ir ao encontro dos discípulos caminhando sobre as águas. A agitação, o cansaço e o medo são vencidos por uma Palavra e uma presença que transforma: “Coragem, sou eu! Não tenhais medo!”. Encorajadas por Jesus, mais uma vez, estas duas Junioristas: Julimar e Renata renovam sua Consagração.


Toda vocação é um olhar amoroso de fé. Nesse olhar contemplamos o caminho do amor de Deus até nós e o nosso caminho de amor até Ele. Diante do Senhor, reafirmamos nosso compromisso de sermos Irmãs, nos momentos difíceis e também nos momentos de alegrias e conquistas. Na fraternidade e na oração estamos juntas! Deus lhes dê a graça de uma inteira fidelidade, como Sacramentinas de Nossa Senhora.


CELEBRAÇÃO JUBILAR: 50 e 60 ANOS DE VRC - 09 de janeiro, 2015

Como é bonito Senhor, do meio do povo escutar tua voz. Sim! Como é bonito celebrar a fidelidade de uma entrega generosa e fiel. Nossas queridas Irmãs Maria Xista, Marina e Lígia, celebram 50 e 60 anos de Consagração. É momento de retomar esta trajetória de amor, marcada pela experiência da escuta, do discernimento, da entrega, da confiança e do abandonar-se nas mãos Daquele que as criou, as chamou e as enviou para diferentes lugares em missão. 

Hoje, acompanhadas por seus familiares, vocês se apresentam diante do altar do Senhor, trazendo no coração a soma das experiências vividas: alegrias, certezas e vitórias, como também, dúvidas, dificuldades e desafios que as tornaram fortes na fé e no amor-doação. Estamos felizes com vocês!
Mais do que crer em Jesus é preciso segui-lo. Jesus não se preocupa com o número – mas com a fidelidade dos discípulos ao Pai. Diante do desafio e da situação de definição colocada por Jesus, a resposta de adesão e de acolhida das exigências, próprias do seguimento, é dada por Pedro: “A quem iremos, Senhor? Só tu tens palavras de vida eterna”.

Pedro, em nome de todos, expressa sua fé e confiança no Senhor, embora naquele momento não compreendesse bem o que Jesus estava a lhes dizer. Roguemos ao Pai pelos jovens, que, em meio a tantos barulhos e opções que o mundo oferece, buscam escutar, entender e atender aos apelos de Deus em suas vidas.

Irmã Solange Pereira Barros, sdn