Sejam Bem Vidos!!!

A vida é presente de Deus! Cuidar bem dela é nosso dever. Dar sentido à vida é uma opção que cada pessoa faz. Este blogger apresenta para você oportunidades de conhecer nossa missão.

sábado, 26 de outubro de 2013

ASSEMBLEIA CELEBRATIVA DOS INTERES



Realizou-se no dia 19/10/13, no Colégio das Irmãs de Nossa Senhora do Monte Calvário, em Belo Horizonte, MG, a Assembleia Celebrativa dos Interes que contempla as etapas de formação para a Vida Religiosa Consagrada, (Aspirinter, Postulinter, Novinter, Juninter) e Formadoras/es responsáveis pelo acompanhamento do processo formativo.
O dia foi marcado por dinâmicas, caminhada na rua, reflexões, trabalhos em grupos, momentos orantes, Celebração Eucarística...
Tudo foi preparado tendo como ponto central, o texto de Lc 24, 13 – 34. Os discípulos de Emaús.
A pergunta que nos acompanhou enquanto caminhávamos pela rua (distância de um quarteirão) foi: Em que momento do seu processo formativo, sentiu fortemente a presença de Jesus?


Momento individual – Como acolhi a Palavra e os ensinamentos de Jesus, no meu processo formativo?
Dando continuidade a estas e outras reflexões, nos grupos foram trabalhadas as questões: De tudo que você ouviu, falou, sentiu, aprofundou durante o ano de experiência intercongregacional (nos interes), o que você destaca como luzes e sombras no que se refere a conteúdo, dinâmica, experiência de sua participação?
Quais foram os momentos fortes da caminhada pessoal e do grupo que fez o coração arder?
O que pretendo guardar como nova bagagem para minha vida na continuidade do caminho?


A missão merece o melhor de nós. O processo formativo oferecido pela CRB Regional Minas Gerais, tem sido de uma riqueza muito grande, às/os novas/os missionárias/os consagradas/os! Com certeza, cada Congregação ou Ordem oferece o que tem de melhor para a formação de seus membros e quando falamos de Assembleia dos interes estamos nos referindo ao grande encontro de todas as jovens e os jovens em processo de formação para a missão na Vida Religiosa Consagrada.


O convívio com pessoas diferentes trás uma contribuição valiosa em nosso processo de conhecimento pessoal. É no confronto que aproximamos de nós mesmas/os. O outro sempre nos possibilita descobrir nossas fraquezas como também a pérola preciosa que cada uma/um é para o mundo! É neste mesmo contato que nos possibilita entender melhor nossa vocação, ou seja, para qual finalidade Deus me criou?
Ser missionária/o é muito mais do que viver experiências de missão em terras distantes ou não, mas sim, “configurar” sua vida cotidiana na vida do Cristo, o Missionário do Pai. Isto implica uma ação de todos os dias e um empenho comunitário. A beleza da missão se expressa também por meio de uma comunidade de pessoas que não são perfeitas, mas que se abrem à graça de Deus para serem capacitadas por Ele e testemunhá-lo onde quer que esteja. Às vezes sentimos mais facilidade de nos tornarmos missionárias/os para as pessoas desconhecidas do que para aquelas que estão conosco todos os dias! Deixemo-nos tocar por Deus que nos quer sempre em Missão!
“Jesus Cristo vive em nós, deve ser coroado em nós, a fim de realizar este mistério em nós. Ele nos fez participantes da natureza divina, para que fôssemos capazes de produzir obras dignas de Deus.” (Pe. Júlio Maria De Lombaerde).

Irmã Maria Aparecida Rosa - sdn





quinta-feira, 3 de outubro de 2013

PROJETO MISSIONÁRIO


PROJETO INTERCONGREGACIONAL EM VISTA DA MISSÃO NO NORTE DE MINAS.

Em Fevereiro de 2009, a CRB (Conferência das/os Religiosas/os) de Minas Gerais, enviou quatro Irmãs em missão para Felisburgo, Diocese de Almenara – MG. Irmãs: Anne e Suzanne – São José de Rochester; Irmã Bárbara – Missionária de Jesus Crucificado; Irmã Reginalda – Filhas de Jesus. Estas Irmãs todos os dias se enchem de coragem e não deixam se abater pelo sol quente, poeira, ou barro. Estão sempre a caminho em direção as pessoas que lá se encontram; nos acampamentos, lugarejos, aldeias, na pequena cidade...
A intercongrecacionalidade é vista por elas como importante caminho para dar continuidade a missão e ao carisma das suas Congregações. “Não podemos mais caminhar sozinhas, sem parcerias. Sentimos que o Carisma não se perde, pelo contrário, se fortalece. É um novo ‘Pentecostes’ que vem acontecendo em nossas Congregações...”

“De mãos dadas a caminho porque juntos somos mais”. É isto mesmo que cantamos tantas vezes! Quando unimos nossas forças nossa presença vai mais longe. Os desafios de constituir Comunidade de Vida, entre pessoas “desconhecidas” existem, mas a convicção do chamado de Deus dentro de cada uma para uma missão específica ganha mais consistência. Esta experiência me remete a um símbolo: o bambuzal. Quanto mais o vento balança uma moita de bambu, mais ele aprofunda suas raízes, desenvolve sua flexibilidade e assim, nenhuma tempestade pode arrancá-la!

Entre tantos testemunhos bonitos vivenciados pelas Irmãs junto à Comunidade, vejam o grande apelo em favor da juventude, que as lideranças das comunidades estão solicitando das Irmãs:
ð   Formar uma pastoral familiar, buscar conhecer as/os jovens através da família;
ð  Trabalhar temas atrativos com as/os jovens. Ex.: retiro espiritual; abrir um diálogo sobre drogas, gravidez na adolescência; organizar um seminário no fim de semana ou mais para resgatar os valores cristãos, formar bons líderes entre eles; ouvi-los em seus desejos, organizar os encontros levando em consideração sua participação no processo.
ð  Projeto voltado para a juventude. Projeto que gere renda e que eles possam continuar em seu lugar sem precisar sair em busca de melhoria de vida, que nem sempre encontra. Ex.: desenvolver Projetos com músicas, dança, teatro, em fim, descobrir e valorizar seus talentos.
E assim, o Projeto Missionário continua e está aberto para outras Congregações que desejam fazer esta experiência. A comunidade teve a alegria de acolher a juniorista, Irmã Analice, das Irmãs da Divina Providência. Ela vivenciou alguns meses em Felisburgo, com as Irmãs em preparação para seus Votos Perpétuos. A presença dela foi muito marcante!
“Repousa sobre mim, o Espírito do Senhor, Ele me escolheu, me consagrou, me enviou”. Deus continua chamando e enviando...


Na Bonita Celebração da Páscoa deste ano de 2013, em Machacalis, quatro Irmãs foram enviadas para a missão Intercongregacional em Bertópolis, Diocese de Teófilo Otoni, MG.
São elas: Irmã Benedicta - Filhas de Jesus; Irmã Ellen - São José de Rochester; Irmã Adelcita (Zita) Franciscanas Penitentes Recoletinas; Irmã Maria Elena - Pequenas Irmãs da Divina Providência.
Na experiência da Intercongregacionalidade, caminhando juntas, a presença de cada Irmã, com seu carisma diferente e suas habilidades se enriquece.


ALGUNS PONTOS MARCANTES DA MISSÃO DELAS EM BERTÓPOLIS
Testemunhar que um novo jeito de viver a Vida Religiosa Consagrada é possível;
Animar as Pastorais em conjunto com as Lideranças das Comunidades;
Acolher o diferente e testemunhar na adversidade a riqueza para o bem comum;
Alegrar na diversidade da profecia sem distinção;
Trabalhar nas áreas: Indígenas, Quilombola e Assentamento;
Promover as pessoas fazendo com que elas acreditem mais na capacidade que têm.
“Eis que estou com vocês todos os dias, até o fim do mundo (Mt 28, 20b).























Irmã Maria Aparecida Rosa - sdn






sexta-feira, 20 de setembro de 2013

MISSÃO - COMUNIDADE NOSSA SENHORA APARECIDA.

MISSÃO NA COMUNIDADE NOSSA SENHORA APARECIDA NO BARREIRO DE CIMA – VILA CEMIG.

As jovens e os Jovens que estão iniciando sua caminhada na Vida Religiosa Consagrada, mensalmente se encontram juntamente com suas formadoras/ formadores e com a ajuda de assessoras/es, desenvolvem um tema. Desta vez, para trabalhar o tema Missão, foi sugerido fazer a experiência de convívio com as pessoas da Vila Cemig em Belo Horizonte, MG. Fomos muito bem recebidas/os pelos Padres Agostinianos com toda Comunidade Paroquial. Foi encantador!
As famílias carinhosamente abriram as portas da casa e do coração para nos acolher. Éramos um grupo de 37 pessoas. De duas a três missionárias/os assim fomos distribuídas/os nas famílias e a missão foi acontecendo: visitas, celebrações, encontros com adolescentes e jovens, confraternização, reflexão e por último, na tarde do domingo, a avaliação junto com algumas pessoas da comunidade. Que maravilha! A frase mais repetida foi: “voltem mais vezes!”

Esta experiência é sempre muito rica para todas/os e, sobretudo, para estas moças e rapazes que vêm de tantos lugares deste mundo e desejam consagrar a sua vida a serviço da Missão. Antes mesmo do querer ser Irmã, Padre ou Irmão, já existe no mais profundo de cada uma/um o desejo de ser Missionária/o. Normalmente, no trabalho vocacional ouvimos muitas vezes esta frase: “quero ajudar os outros”.
Vejam que bonito esta síntese que Dom Hélder Câmara fez sobre a missão: “Missão é partir, caminhar, deixar tudo, sair de si, quebrar a crosta do egoísmo que nos fecha no nosso Eu. É parar de dar volta ao redor de nós mesmos como se fossemos  o centro do mundo e da vida. É não se deixar bloquear nos problemas do pequeno mundo a que pertencemos: a humanidade é maior. Missão é sempre partir, mas não devorar quilômetros. É, sobretudo, abrir-se aos outros como irmãos, descobri-los e encontrá-los. E, se para descobri-los e amá-los, é preciso atravessar os mares e voar lá nos céus, então missão é partir até os confins do mundo”.

Deus continua chamando pessoas e confiando a elas a bonita missão de revelar sua ternura e compaixão em um mundo tão necessitado desta presença divina!  Através da vocação Matrimonial, Vida Consagrada e Sacerdotal Ele, continua se revelando a todas/os nós! Por isso, é importante que cada jovem descubra sua vocação.
“Que ninguém o despreze por ser jovem. Quanto a você mesmo, seja para os fiéis um modelo na palavra, na conduta, no amor, na fé, na pureza. [...] Não descuide o dom da graça que há em você” (1Tm 4, 12; 14a).
Irmã Maria Aparecida Rosa - sdn


terça-feira, 10 de setembro de 2013

CELEBRAÇÃO DOS CEM ANOS DE VIDA DA IRMÃ ODETE FONSECA

CELEBRAÇÃO DOS CEM ANOS DE VIDA DA IRMÃ ODETE FONSECA - 08 DE SETEMBRO DE 2013, NA CASA CENTRAL DAS IRMÃS SACRAMENTINAS DE NOSSA SENHORA EM BELO HORIZONTE, MG.

Tia Odete,
Todos os dias elevamos os olhos ao céu para dar graças a Deus pelas contínuas bênçãos que Ele derrama sobre cada um de nós. É Ele o Autor da vida. É Ele que a conserva. E o evangelista João relata a mensagem de Jesus: Vim para que tenham a vida e a tenham em abundância.
Mas hoje, especialmente, elevamos nossos corações ao alto – sursum corda – para louvar a Deus pela dádiva da vida de Irmã Odete, a nossa Tia Odete. Veio ela também com a missão de fazer com que as pessoas que a rodearam e que com ela conviveram, tivessem vida e a tivessem com cada vez mais profundidade no amor de Deus.
E são cem anos! A senhora acredita, tia Odete? É um século de vida de amor e doação. E essa força se originou de duas árvores que deram um bom fruto: o amor de Pedro Fonseca e Inês Assunção Fonseca, e o amor da Congregação das Irmãs Sacramentinas de Nossa Senhora, fundada pelo Padre Júlio Maria.
Em Dores do Indaiá, no longínquo dia 09 de setembro de 1913, a Mãe Inês dava a luz a uma linda menina, a que, no sacramento do batismo, impuseram o nome de Maria da Conceição, vinculando aquela existência à doçura da proteção maternal de Nossa Senhora.
Pai Pedro, como bom Vicentino (da Sociedade de São Vicente de Paulo) dedicando sua vida ao bem dos pobres, e Mãe Inês, do Apostolado da Oração, foram uma árvore frondosa, que deu nascimento a 16 (dezesseis) filhos, sendo 13 (treze) os sobreviventes: Romeu, Maria, Adolfo, Joãozinho, Inezita, Zélia, Zezé, Tio Pedrinho (irmão leigo salesiano), Julieta (minha mãe Juju), Dácio, Alda, Terezinha e a nossa homenageada de hoje, batizada como Maria da Conceição e recebida na Congregação com o nome de Odete.

Menina-moça prendada, costureira, bordadeira, fazia crivo muito bem, competente DOCEIRA, contribuindo para alegrar as reuniões da família, não lhe faltaram pretendentes. Mas surgiu um PRETENDENTE, com todas as letras maiúsculas, que sobrepujou todos os demais e conquistou aquele coração de ouro para a sua messe.
Entre os anos de 1935 a 1939, a tia Odete foi absorvida por uma outra árvore, quando teve os primeiros contatos com as Irmãs Sacramentinas.
Esta outra árvore, mais frondosa ainda, é a da Congregação das Irmãs Sacramentinas de Nossa Senhora, que recebeu a nossa querida tia Odete, que a envolveu numa nova atmosfera.
Em 22 de junho de 1940, ingressou no Pré-Noviciado, em 24 de dezembro de 1940 ingressou no Noviciado. Em 05 de janeiro de 1942 fez sua Primeira Consagração Religiosa. Três anos depois, em 05 de janeiro de 1945, dedicou-se por votos perpétuos.
Mas já em 1942 atuava como Professora no Colégio de Boa Esperança/MG, em 1943 no Hospital de Andrelândia, como Diretora. No período de 1944 a 1948 foi Diretora do Hospital de Guaratinguetá/SP. A partir daí não interrompeu sua ação evangelizadora através da atuação em Hospitais, Colégios, Trabalho pastoral junto ao povo. Em 1986 e 1987, já com mais de 70 anos de idade, a obediência a trouxe para a Casa Central em Belo Horizonte, onde passou a cuidar de horta e jardins.
A partir de 1995, até a presente data, está na Casa Madre Beatriz, no bairro Vera Cruz, exercendo diversas funções na Comunidade.

Estas datas são importantes, porque mostram a trajetória de uma vida dedicada a Deus e ao próximo. Mas são elas pontos temporais que não podem obscurecer a realidade e a profundidade da vida que permeou todo esse lapso de tempo. As funções desempenhadas em todos esses anos somente ganham sentido se integradas em uma outra realidade, naquilo que fez nesses anos todos.
O que fez a nossa Tia Odete, a Irmã Odete, em todos esses cem anos de vida? O conteúdo vivencial de todo este período temporal é que é importante. Em 1940 fez votos de pobreza, castidade e obediência. O significado profundo desta atitude é que marcou toda a sua vida. Pelo voto de pobreza se desligou dos valores materiais e procurou somente os valores espirituais e celestiais. Tudo o que teve foi o que não teve, porque nada teve de próprio, somente teve o amor de Deus para com todos. Pelo voto de castidade, dedicou-se ao celestial esposo que a teve como unicamente sua, para tê-la como instrumento de evangelização, de forma obsessiva, somente para o esposo, somente para a missão do esposo. Pelo voto de obediência, consagrou-se inteiramente à missão do Reino de Deus, através da submissão às determinações emanadas pela Congregação, através de suas superioras.

A esta vida maravilhosa o mundo chama de loucura. E é loucura, sim, porque é a decisão continuada de acreditar nos valores eternos, naquilo que é duradouro, naquilo que a traça não corrompe. É a sequencia de uma loucura já vivenciada e glorificada por Santa Tereza, por Santa Terezinha do Menino Jesus, por Madre Tereza de Calcutá, por Irmã Dulce e por tantas outras. Assim sendo, tia Odete, sua loucura está perdoada, e até mesmo glorificada. Seus familiares e a Congregação das Irmãs Sacramentinas de Nossa Senhora, se sentem orgulhosos (existe um Santo Orgulho, sim) de poder festejar neste dia toda esta história de vida. Que Deus a conserve ainda por muito tempo entre nós, para nossa edificação, para confirmação de que Deus quer bem à humanidade.


A nossa Família quer neste ato agradecer à Família das Irmãs Sacramentinas, e o faço neste momento na pessoa da Irmã Deodata, pedindo a ela que estenda à Superiora da sua Congregação e a todas as Irmãs o nosso reconhecimento. Que Deus lhes pague!
João Bosco Leopoldino da Fonseca.


quarta-feira, 4 de setembro de 2013

A PALAVRA DE DEUS

                                                    
                                  

A Primeira Palavra de Deus não é a Bíblia, é a VIDA, a Criação. Quando não estava sendo plena, (o pecado confundiu tudo e a vida foi perdendo a força, o sentido e não falando mais) veio a segunda Palavra, a Bíblia, para ajudar a entender a primeira, a VIDA e descobrir nela os apelos de Deus.
A Vida é o maior dom de Deus. “Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância” (Jo 10,10). Que lugar tem a Vida e a Bíblia em minha vida?  Santo Agostinho diz que a Bíblia existe para nos ajudar a: decifrar a vida; devolver-nos os olhos certos; revelar os apelos de Deus na vida
O Mistério de Salvação, transmitido pela Palavra divina, continua na vida dos homens e das mulheres, que escutam e acolhem a Palavra, deixam-se converter, e, por ela, são iluminados e santificados.  A Palavra tem a missão de fecundar a vida da Igreja, da pessoa de fé e ser para ela luz, sabedoria e força na caminhada.
O Espírito Santo nos faz ouvintes da Palavra de Deus e atua de tal forma em nós, que, de ouvintes nos faz profetas e profetisas capazes de anunciar e denunciar as injustiças, como fez Jesus.  Deixe que a Palavra mude a sua vida!

 A Presença Real de Cristo na Palavra - O Concílio Vaticano II recuperou a tradição de valorizar as duas mesas na Celebração: Palavra e Eucaristia.  A Igreja venera a Sagrada Escritura, da mesma forma que venera o Corpo do Senhor. Na Sagrada Liturgia, ela toma e entrega aos fieis o Pão da Vida da mesa da Palavra, como entrega o Corpo de Cristo da mesa Eucarística. (DV 21) Portanto, as duas mesas são fonte de alimento para todas as pessoas que delas se aproximam. A Palavra de Deus é tão venerável, quanto o Corpo Eucarístico de Jesus. Comungamos da mesa da Palavra, assim como comungamos da mesa Eucarística.

Um texto para iluminar o que refletimos: Lc 24,13-35. Os discípulos voltavam de Jerusalém para Emaús. Perderam os sonhos e a esperança... No caminho a Palavra do forasteiro, desconhecido, os toca e lhes abre o coração... A Palavra ilumina os seus olhos e os faz enxergar diferente... Não nega o conflito, não cancela a cruz; faz descobrir caminhos novos. Vai ajudar esse casal a entender a Ressurreição. E na “Fração do Pão” vão entender: “Ele está no meio de nós e caminha conosco!”



Irmã Zely de Paula - sdn

terça-feira, 27 de agosto de 2013

DISCERNIMENTO

ENCONTRO COM JOVENS
Paróquia Nossa Senhora da Conceição em Alto Jequitibá, MG.
Desde o início deste ano os jovens vêm se encontrando mensalmente para trabalhar um tema específico e no dia 25 de agosto, as Irmãs Solange e Cidinha, trabalharam o tema: vocação, discernimento e projeto de vida. Era um grupo de 60 moças e rapazes.
VOCAÇÃO = CHAMADO DE DEUS. MISSÃO = RESPOSTA AO CHAMADO.
Vivemos tempos difíceis e também exigentes no que se refere à esta resposta ao chamado de Deus. A resposta ao chamado de Deus exige entrar na dinâmica do Bom Samaritano, que nos dá o imperativo de nos fazer próximos... Romper com os preconceitos...
É preciso fazer discípulos, gente apaixonada por Jesus; gente que aposta nele, fazendo por sua vez, outros discípulos: discípulos e missionários!
O discipulado nasce de um profundo encontro com Cristo Vivo e se caracteriza pelo acolhimento e meditação da Palavra de Deus, pela pertença à comunidade dos discípulos, pela oração pessoal e comunitária, pela atenção aos pobres e excluídos, com os quais Jesus quis se identificar.
DISCERNIMENTO
Discernimento na linguagem corrente é a capacidade de compreender situações complexas e de avaliar com bom senso e clareza, as atitudes mais convenientes a serem tomadas. Na linguagem espiritual, discernimento é a arte de perceber o que vem de Deus e qual caminho seguir para estar de acordo com a sua Palavra e agir segundo o seu Espírito.
Para Rupnik, o discernimento compreende a arte de corresponder a sede de amor e felicidade que anima o coração de todo ser humano. Todo discernimento requer uma atitude de oração e silêncio interior. É pelo silêncio orante que a pessoa identifica os sinais do chamado de Deus e chega a uma decisão madura da sua vocação. 

Critérios para o discernimento
  • Mudança de coração (de um coração de pedra em um coração de carne (Ez 36);
  • Sensibilidade (perceber que existe o outro – Isso não é fácil);
  • Solidariedade (perceber o que falta para o outro).
Questionar-se: Quem são meus amigas/os? Sou capaz de fazer amizade com os mais pobres e carentes da sociedade?
Para que haja um correto discernimento vocacional é necessário: Ter um projeto de vida centrado em valores absolutos e não em satisfações imediatas (corremos risco o tempo todo de nos contentarmos com as migalhas e dispensarmos o Banquete). Um projeto de vida comprometido com Deus e com os irmãos. Que a/o liberte das ansiedades, dos complexos, dependências, fantasias, inseguranças e conformismos.
Um projeto de vida ajuda a pessoa:
  • Aceitar as frustrações sem deixar-se levar pela impulsividade;
  • Acolher e trabalhar os conflitos sem cair em depressão duradoura;
  • Não buscar satisfações imediatas;
  • Se alegrar com os êxitos pessoais e dos outros, sem desequilibrar-se emocionalmente;
  • Não necessitar obsessivamente de afeto e carinho;
  • Se realizar mediante a renúncia em favor das pessoas.
Discernir não compreende uma atitude imediata e sim processual, dialogal. Isto é, colocar-se numa atitude de escuta profunda e permanente daquilo que Deus me pede através do seguimento de Jesus.
A vida humana só tem sentido se ela for pautada por valores e não por necessidades.
Exemplificando: Somos seres de necessidades (fisiológicas, de segurança, amor, afeto, confiança, respeito do outro, realização pessoal...), mas a pessoa não se satisfaz somente pela resposta às necessidades.
Somos ainda, seres portadores de valores como: honestidade, amor ao próximo, respeito, ética, moral, cidadania, desapego, humildade, compaixão, companheirismo, sensibilidade, amor...
 É comum, encontrar pessoas querendo discernir pelas necessidades esquecendo-se dos valores. Fator gerador de muitas frustrações e enganos.
Fonte: Doc. de Aparecida, Marko Ivan Rupnik – O Discernimento
Juan Carlos Martos - Animação Vocacional para Tempos Difíceis e Exigentes.

Irmãs: Maria Aparecida Rosa e Solange Pereira Barros - sdn



quinta-feira, 22 de agosto de 2013

ESTUDO BÍBLICO

                                                                  

          
  Nos dias 17 e 18 de agosto, na Casa Central das Irmãs Sacramentinas de Nossa Senhora, em Belo Horizonte, o grupo das/os Missionárias/os Leigas e Leigos Sacramentinas/os, duas formandas, na etapa do aspirantado e algumas das nossas Irmãs, estiveram reunidas/os, para um aprofundamento da Palavra de Deus.
           No sábado, Irmã Creuza trabalhou o tema: A Formação do Povo de Deus. No domingo, pela manhã, o Padre Heleno Raimundo, sdn, apresentou alguns aspectos importantes da vida do nosso Fundador, Padre Júlio Maria De Lombaerde, e deu esclarecimentos sobre o Processo de Beatificação do Padre Júlio, que já se encontra em andamento.
        A seguir uma pequena síntese do estudo bíblico.
        Algumas observações ao fazer uma leitura Bíblica: o principal critério para interpretação da leitura da Bíblia é a Pessoa de Jesus Cristo. O ponto central de sua missão é a defesa da vida em qualquer situação em que ela se encontra. Os Evangelhos nos mostram claramente essa atitude de Jesus: Mc 3,1-6; Mt 25,31- 46;  Jo 10,10, Lc 10, 25-37.
      A Bíblia, tanto o Primeiro como o Segundo Testamento, foi transmitida de boca em boca, se espalhou nos grupos existentes e em lugares diferentes, foi celebrada e só depois, às vezes de um longo tempo, foi escrita. Exemplo: a história de Abraão como está na Bíblia.  Abraão viveu + ou – 1.750 anos  a.C.  O início da redação de Gênesis se deu entre 950 anos  a.C., e a conclusão final do livro entre 400 anos  a.C., depois do Exílio da Babilônia. O Exílio aconteceu entre 586 a 539 a.C.
     Outra diferença é que no Primeiro Testamento os escritos são considerados “livros”. O Primeiro Testamento foi escrito na sua maioria em hebraico e partes em aramaico. Os livros escritos em grego são: Tobias, Judite, 1 e 2 Macabeus, Sabedoria, Eclesiástico e Baruc. No Segundo Testamento, a maioria é considerada “cartas”; também “bilhetes” como Filemon e Judas. Dos 27 livros,  21 são cartas. A língua escrita é o grego.
    Não podemos ler nenhum texto bíblico ao “pé da letra” como dizem. É necessário verificar onde foi escrito, em que contexto, quando, quem escreveu e o que queriam dizer, etc.

    Onde viveu o Povo da Bíblia e os vários nomes de sua terra no decorrer da história:
Nos meados de 1250 a.C., era chamada de Canaã. Ali viviam os cananeus. Com os surgimento das tribos, passou a ser chamada de Terra de Israel ou Terra Santa. No tempo de Jesus os Romanos, passaram a chamar toda a região de Palestina.  E as províncias mais lembradas no Segundo Testamento são: Judéia ao sul,  Samaria ao centro  e Galileia ao norte.
    Está situada entre dois grandes sistemas fluviais: Rio Nilo no Egito e os Rios Tigre e Eufrates na Mesopotâmia, hoje é a região do Iraque. Na época anterior a Israel, em Canaã havia vários pequenos reinos como: cananeus, hititas, amorreus, fereseus, heveus, jebuseu (Ex 3,8). Esses reinos eram constituídos por cidade, cercada por uma muralha. Cada conjunto formava um Estado = “cidades-estado”. Antes da formação do povo de Israel, já havia o fenômeno: cidade. Nas descobertas arqueológicas, dizem que Jericó já existia há 6.000 anos  a.C..
    A cidade-estado era assim constituída: na parte alta ficavam o palácio do rei, o templo, a classe dominante, gente da elite. Na parte baixa, o mercado, as casas dos pobres: pequenos comerciantes, artesãos e pessoal de segundo escalão. Ao redor da cidade moravam os camponeses que cultivavam  as terras. Eram desprotegidos, estavam fora das muralhas. O rei dava certa proteção com soldados, mas exigia em troca completa submissão. Com seu trabalho e lavoura, esses camponeses sustentavam os que viviam na parte alta, pagando altos tributos. Viviam como escravos e numa situação miserável. Canaã fazia parte do império do Egito e pagava alto tributo ao Faraó.

     Existem três hipóteses na formação do povo de Israel:
1ª Ocupação violenta, organizada por Josué: Os fundamentalistas fazem essa leitura: ao  “pé da letra”, aderem esta teoria. Se olharmos para os textos do livro de Josué, veremos que há contradições nas narrações que se referem à conquista da terra: Js 11,15-17, narra que os reis foram derrotados na conquista da terra;  em  Js 13,13; 15,63; 16, 10, as tribos se organizam e os reinos continuam existindo.
2ª Ocupação progressiva e pacífica: Essa hipótese se refere a Abraão e Sara (Gn 12,1-9; 13,1-4). A ocupação foi se dando num processo lento. Houve infiltração e migração de tribos seminômades de várias regiões. São os pastores em busca de melhores pastagens. Essa visão não se refere à formação de Israel como experiência alternativa no contexto das cidades-estado Cananéia.
3ª Organização dos excluídos: Relata a união das tribos contra a rebelião de reis de Canaã. Os camponeses e outros povos excluídos se revoltaram contra os reis cananeus e ocuparam as regiões montanhosas desocupadas de Canaã. Foram se agrupando junto a eles outros grupos escravizados. Essa hipótese combina com os dados da Bíblia, segundo as pesquisas arqueológicas. A Bíblia só relata o êxodo dos hebreus do Egito, mas  houve também os de Canaã. Nos relatos da corte não havia interesse em  registrar memórias subversivas de rebelião popular contra os reis. Como os relatos dos quilombos. O que se narra da organização e libertação dos negros no Brasil?!

   Grupos que fizeram parte do povo de Israel anterior a 1500 a.C.
Camponeses de Canaã: endividados, empobrecidos, fugindo dos altos tributos, e do trabalho forçado, da opressão; de serem  vendidos como escravo ou mercadoria para saldar dívidas. (1Sm 25,10). O texto de Js 17, 15, mostra que eles foram para a montanha. Lá fabricavam cisterna, usando reboco especial para segurar a água no tempo da seca; e usavam no solo para segurar a plantação, uma técnica “terraço” ou muros, parecido com o que se usa aqui nos morros de Minas.
Pastores seminômades de Canaã: Os chamados grupos dos Pais e Mães (Abraão, Sara e Agar; Isaac e Rebeca; Jacó, Raquel e Lia). Eles são os primeiros grupos de resistência contra as cidades-estado no 2º milênio a.C.. Fugiram para regiões de estepe (faixa de vegetação pequena). Nessa época ainda não havia recursos do ferro, para desmatar as florestas e revestir cisternas garantindo água (filisteus).
Trabalhadores vindos do Egito: 1250 a.C., os textos bíblicos do evento Êxodo estão em Ex 1-15,1 – 21, e revelam a presença de um Deus libertador. Não narram história, mais o sentido religioso dos fatos que ao longo do anos estiveram presentes na história. Os personagens importantes dessa fuga foram Moisés, Aarão e Míriam. Na libertação da  escravidão do Egito, eles contribuíram na formação das tribos nas montanhas de Canaã. Antes de Moisés, já havia mulheres hebreias, resistindo ao carrasco Faraó. As mulheres são as primeiras a assumir a defesa da vida: parteiras, mãe, irmã de Moisés e a própria princesa, filha do Faraó (Ex 2,1-10).

    Bibliografia
•       Uma introdução à Bíblia, vol. 01. Ildo Bonh Gass (Org.)
•       Uma introdução à Bíblia vol. 02.  Ildo Bohn Gass (Org.)
•       Bíblia Sagrada: Ave Maria edição de estudo.
•       Bíblia Jerusalém
•       Formação do povo de Deus. Coleção tua Palavra é vida
•       Panorama bíblico.
•       A Aliança com toda a Criação Ildo Perondi 2007

•       Fundamentalismo, Religião, Ética e Transformação Social  - Frei Carlos Mesters, carmelita. Mestre em Exegese Bíblica e Doutor em Teologia Bíblica, co-fundador e assessor do CEBI 

Irmã Creuza Elena da Silva - sdn

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE

“Cristo nos convida: venham meus amigos!
Cristo nos envia: sejam Missionários!”

Cantado por uma multidão de mais de três milhões de jovens de todas as partes do mundo, este refrão expressa convicções e esperanças, despertando em nós a consciência de que somos amigos de Cristo (Jo 15, 15) e por Ele chamados e enviados!
A experiência de participar de uma JMJ é algo muito marcante. Como disse nosso Irmão Papa Francisco, já no final de sua visita: “a alegria supera o cansaço!” Experimentamos uma alegria contagiante de estarmos irmanados como a grande família de Deus, de compartilharmos, de sonhos e aspirações comuns, ainda que portadores de culturas tão diferentes! De maneira muito forte sentimos isto ao rezamos o Pai Nosso, de mãos dadas, cada qual em sua língua materna. Vivenciamos e compartilhamos a alegria por reavivar a fé e perceber que a Igreja é viva e é jovem! Alegria por contemplar o Reino, manifesto em gestos tão simples de acolhida, atenção, solidariedade, partilha e comunhão.
A vibração e entusiasmo dos jovens, a paz, o clima de oração, o silêncio fecundo foi um bonito testemunho de uma juventude que tem sede de Deus e acredita no Reino.
Ainda que seja um grande evento que, como um cometa, passa encantando olhares, ainda assim, não deixa de espalhar seu brilho e oferecer um pouco de luz e beleza em noites escuras. Oxalá as palavras sábias de nosso irmão Papa Francisco e toda experiência de Deus vivenciada nestes dias possa reacender em cada jovem e em todos nós cristãos o ardor missionário, o desejo de testemunhar nossa fé, no seguimento de Jesus, verdadeira LUZ que nos ilumina!
O convite do Mestre continua ressoando: “Ide e fazei discípulos entre todas as nações”.

Irmã Renata Magro - sdn