Sejam Bem Vidos!!!

A vida é presente de Deus! Cuidar bem dela é nosso dever. Dar sentido à vida é uma opção que cada pessoa faz. Este blogger apresenta para você oportunidades de conhecer nossa missão.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

JUVENTUDES



Sábado, dia 02 de agosto/14, na Casa Central das Irmãs Sacramentinas de Nossa Senhora, em Belo Horizonte, um grupo de 10 Irmãs Sacramentinas, uma formanda e 29 Educadores dos Colégios: Padre Júlio Maria - Boa Esperança, MG; Santa Teresinha - Manhumirim, MG; São José - Niterói, RJ e Nossa Senhora das Graças - Patos de Minas, MG, se reuniram para refletir sobre as juventudes. Quem nos assessorou neste tema foi Carmem Lúcia Teixeira, de Goiânia, GO. Assessora e Pesquisadora da Juventude e outros trabalhos a fins.
Irmã Cacilda, Coordenadora Geral da Congregação, em sua palavra de acolhida ao grupo, trouxe este versículo Bíblico: “Que ninguém o despreze pelo fato de você ser jovem. Quanto a você mesmo, seja para os fiéis um modelo na palavra, na conduta, no amor, na fé na pureza” (1Tm 4,12). Ela destacou a importância deste dia de trabalho sobre as juventudes, por ser um tema pertinente. Tempos atrás se falava em juventude e hoje quais são as implicações ao tratarmos de juventudes no plural?
Nossas expectativas eram muitas! Pensávamos, por onde Carmem vai começar falar de um assunto tão complexo?! Para minha e nossa surpresa, ela começou com estas provocações: Como é que nós nos relacionamos com as/os jovens? De que lugar eu olho para as/os jovens? E continuou, refletindo sobre estas perguntas, façamos memória da história do nosso nome. Ele nos trás uma identidade, uma estrutura, uma responsabilidade... Quando alguém diz o nosso nome espera de nós atitudes que correspondam ao nome. Ex.: Maria. Como pode uma mulher se chamar Maria e ter atitudes incorretas?...

O jovem olha para o adulto na busca de encontrar nele uma referência onde ele, se sinta seguro para fazer suas perguntas. Por isso, é importante que o adulto ocupe o seu lugar de pessoa adulta. Quando não ocupamos este lugar de adulto, ele fica vazio e buscamos apoio em um lugar que não é o nosso. Daí surge os vários conflitos entre gerações.
Estas inquietações foram dando lugar a várias outras. Fomos para um trabalho de grupo com a seguinte orientação: nomear cinco atividades com juventudes e a partir destas, fazer perguntas referentes a elas. Eis algumas:
Qual a linguagem mais adequada para falar aos jovens?
Em que sentido as nossas atividades são compreendidas pelos jovens?
Qual a percepção do adulto em relação ao jovem e do jovem em relação ao adulto?
Qual o sentido do conteúdo ministrado para o aluno jovem?
Qual a relevância de minhas ações e o que tenho acrescentado na vida da/o jovem?
Será que a direção que estamos apontando é o que desejam?
No projeto de vida da/o jovem o que ela/e espera de nós?
Considerando que a/o jovem foi desde o início o sujeito principal da nossa missão Sacramentina, será que estamos atingindo-os?
A maioria dos nossos alunos do Ensino Médio é a favor da diminuição da maior idade penal. São adolescentes e, caso essa proposta vigorasse e eles tivessem conflitos com a lei, estariam presos como adultos sem o benefício de nível superior. Porque será que são a favor da diminuição da maior idade penal?
Sabemos que é impossível encontrar todas as respostas paras as nossas dúvidas e inquietações. Mas quando nos dedicamos a uma reflexão como oportunidade de construção, aos poucos nossos conhecimentos vão se ampliando e os horizontes vão se abrindo.
Olhar para a juventude é preciso! Porém, esse olhar, deve ser despido de conceitos preestabelecidos, pois, eles nos impedem de ver os jovens como são. Qual é a referência que uso ao olhar para a juventude?
Dizia ainda a assessora: “Nossas ações precisam ir na contramão deste sistema que tira os jovens da sociedade colocando-os nas prisões e no isolamento. Precisamos nos unir! É urgente desorganizar o sistema que favorece o desencanto pela vida, levando a/o jovem a morrer ou matar sem nenhum prejuízo. Assim fazia Jesus. Ele tocava nas estruturas. Nossas ações tocam nas estruturas?


As dificuldades são muitas. Mas não podemos jamais desanimar, pois tornar-se seguidora/or de Jesus é passar pelo mesmo caminho que Ele passou. A evangelização passa pelo encontro profundo com Jesus. As ações dele sempre tocavam nas estruturas favorecendo a vida e a liberdade. Podemos nos perguntar. Realizamos eventos ou ações? Ações isoladas se tornam eventos. O processo implica que todas as ações sejam conectadas, gerando processos que favoreçam a vida.
Nem todas as perguntas têm respostas e, sobretudo de imediato. Podemos dizer que o objetivo do Encontro foi alcançado, pois, a intenção é somar forças em um trabalho de aproximação, conhecimento e inclusão das juventudes, numa atitude de acompanhamento permanente.
Irmã Maria Aparecida Rosa, sdn






sábado, 26 de julho de 2014

CRISTÃO: porque busca, move os outros à busca



“O Reino dos Céus é semelhante a um negociante que anda em busca de pérolas preciosas”

As duas pequenas parábolas de hoje nos remetem a uma questão, básica e universal, que acompanha todo ser humano: qual é o “tesouro” de minha vida? Onde estou investindo minhas energias e criatividade? O que dá sentido à minha existência e é capaz de plenificar meu coração?
Essa “aspiração essencial”, que habita o coração humano, é a que nos converte em “buscadores”.
E o que é que, consciente ou inconscientemente, estamos buscando na vida?


As imagens do tesouro e da pérola não se referem a algo “separado” que, a partir de fora, viria dar sentido à nossa existência. O tesouro e a pérola é o que já somos, embora ainda não os tenhamos descoberto. Em outras palavras, o “buscador é o buscado”.
Na realidade, o que andamos buscando é o nosso “eu verdadeiro”, o “eu profundo”, a “identidade original”. Nesse sentido, só o que nos faz mais humanos, e na medida em que nos faça mais humanos, plenificará nossa existência.
O dia em que isso acontecer, vibraremos de alegria e seremos capazes de renunciar a outros valores, critérios e expectativas que se revelavam efêmeros.
Mas, como podemos encontrar o caminho que nos leva àquilo que tanto buscamos?
Jesus nos indica que é aquele que nos leva às nossas próprias profundezas; portanto, um caminho de “descida” ao nosso próprio santuário interior.
Lá, nos deparamos com os lados sombrios, com nossos limites e nossas fragilidades humanas. Somos, como diz S. Paulo, um tesouro em vasos de barro. Em nosso “húmus” carregamos uma nobreza.
É justamente no meio do cascalho interior que podemos encontrar o tesouro, a pérola preciosa; é exatamente aqui que alcançamos nossa verdadeira identidade.


A pérola cresce nas feridas da ostra; no caminho espiritual, bem como no caminho de nossa humanização, precisamos aprender a descobrir a pérola nos ferimentos da nossa própria biografia.
“Onde estivermos quebrados, onde estivermos feridos, lá também se quebram as máscaras que usamos. Somos quebrados para revelar nosso eu verdadeiro” (Henry Nouwen).
Hildegarda de Bingen vê o propósito dos processos da humanização justamente na transformação dos ferimentos em pérola.
Viver é desafiador na medida que viver é buscar um sentido para a própria existência. A dinâmica da busca marca a caminhada humana e define os rumos da vida. Vive-se em permanente busca e só à medida que se vive para buscar  é que a vida se torna, de verdade, vida, com mais sabor e sentido. O que se busca define e determina o que é a vida da pessoa. “Diga-me o que buscas e dir-te-ei quem és”.
No interior de cada um ficou aguçada a dinâmica da busca, aquela que mantém a vida de todo coração e o incita na busca do que vale, do que conta e do que é essencial. O coração humano foi feito para encontrar a razão mais profunda do seu viver; há uma inquietude latente em seu interior que o faz peregrino do sentido. Tão fundamental como é o respirar, toda pessoa precisa assumir sua condição de navegadora do infinito. Somos, por natureza, eternos buscadores e garimpeiros do novo.
A vida se torna mais vida na medida que se vive para dar razão a essa busca. Uma busca que exercita o coração e o modula na sinfonia amorosa do coração de Deus. Ele é a única e completa razão da busca do coração humano.
Todo ser humano é aventureiro por essência; com ardor, ele anseia por uma causa última pela qual viver, um valor supremo que unifique a multiplicidade caótica de suas vivências e experiências, um projeto que mereça sua entrega radical. Para dar sentido à sua vida e realizar-se como pessoa, o ser humano necessita da auto-transcendência, isto é, viver para além de si mesmo, de seus impulsos, caprichos, desejos...
Carrega dentro de si a sede do infinito, a criatividade, a capacidade de romper fronteiras, os sonhos, a luz...
Portador de uma força que o arrasta para algo maior que ele... não se limita ao próprio mundo; traz uma aspiração profunda de ser pleno, de realização, de busca do “mais”...
Estar em busca é sair do próprio ser atrofiado pelas preocupações individuais para mover-se num horizonte maior; estar em busca é perguntar-se, é estar aberto para ser tocado pela mais profunda das graças: a gratidão diante de Deus.
É importante ter claro o que é que se busca. No supermercado da vida pode-se buscar tudo. As ofertas são muitas. Às vezes corre-se o risco de perder o rumo, não perceber o que é e onde está o essencial, apegar-se ao que é passageiro; com isso, a busca desemboca em algo sem sentido, vazio.
É difícil a tarefa de buscar quando alguém se encontra acomodado e satisfeito de tudo e, ao mesmo tempo de nada. Então, para quê buscar? Como despertar e alimentar a sede da busca?
Toda busca inclui a purificação de motivações para permitir o encontro de tudo o que garante e promove a vida. É exercício de discernimento constante: “o quê busco? Por quê busco? Tem sentido e valor aquilo que busco? Para onde me leva a força da busca?...
É preciso buscar sempre. Importa, pois, buscar o que dá garantias de fecundidade para a vida.
Porque busca, desperta também nos outros o “ser buscador” que está escondido.
O desejo do encontro é força determinante para se manter acesa a chama da dinâmica da busca.
A pérola que é buscada, justifica, com razões de sobra, o esforço e a recompensa do encontro. Vale a pensa buscar o que é importante e encontrar aquilo que responde às razões mais profundas da busca.
No caminho do seguimento de Jesus, a busca é um dinamismo determinante da mente e do coração de cada um. Aquele que busca, movido por um espírito de aventura e por uma causa, quando encontra, vibra de alegria, como a parábola do buscador de pérolas.
Somos continuamente desafiados diante da grandeza da vida.
Por isso, buscar torna-se um hábito de vida.
Não é a busca de uma coisa qualquer. Busca-se pela força do amor.
Só o amor faz buscar o que vale a pena encontrar. Quem busca por amor encontra o essencial, o tesouro.

Texto bíblico:  Mt. 13,44-46 

Na oração: seu coração é portador da força  insubstituível da busca.
                      - o que você está buscando?

Padre Adroaldo, sj





domingo, 20 de julho de 2014

Dia Internacional da Amizade


Amigo fiel é proteção poderosa, e quem o encontrar, terá encontrado um tesouro. Amigo fiel não tem preço, e o seu valor é incalculável. Amigo fiel é remédio que cura, e os que temem o Senhor o encontrarão. Quem teme ao Senhor tem amigos verdadeiros, pois tal e qual ele é, assim será o seu amigo (Eclo 6, 14-17).

Às nossas Amigas e Amigos nosso abraço!
Irmãs Sacramentinas de Nossa Senhora.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

EUCARISTIA – VIDA PARA QUEM CRER

     
            Jesus nos preparou a Eucaristia. Seus gestos, atitudes, ensinamentos, os sinais que  realizava, iam fortalecendo a fé dos discípulos.    
A multiplicação dos pães é narrada pelos quatro evangelistas. Mateus e Marcos citam duas, Lucas e João uma. Vejamos em João o que o fato provoca: (Jo 6, 22-69). Jesus tinha acabado de multiplicar os pães e os peixes para a multidão que, fascinada, ia atrás d’Ele.
            Atitude do povo - Vejamos o comportamento da multidão beneficiada pela partilha dos pães e dos peixes. Vai atrás de Jesus, não levada pelo compromisso, mas, porque foi saciada. Querem que o passado se repita: lembram o maná no deserto - (Ex 16, 1- 22). 
E hoje, nosso povo não está buscando a religião para solução de problemas materiais, como pronto-socorro?...Também na nossa Igreja não está acontecendo isso?...
            Jesus aponta o caminho - Jesus  alerta aquela gente  e a  nós  hoje: “Trabalhai, não pelo alimento que se perde, mas, pelo alimento que permanece para a vida eterna.” Jesus indica o rumo certo: buscar o sentido maior da vida, o espiritual, o transcendente. Libertar-se dos esquemas do passado. Fidelidade é aceitar o novo que chega como fruto da semente plantada no passado. A fé nos abre caminho à novidade do Espírito. Só quem crê é capaz de acolher o mistério de Deus em Jesus de Nazaré. No cap. 6 de João, Fé aparece 8 vezes. 
O dom da Fé - “A obra de Deus é que creiais naquele que Ele enviou.” Deus plantou no coração humano a semente da fé que deve crescer, à medida que vamos conhecendo a Verdade e nos abrindo para Deus. A fé nos educa, nos faz crescer, nos amadurece e nos fortalece. A fé verdadeira nos leva a crer na vida, a amar e a lutar para defendê-la; a crer na pessoa humana, filha amada do Pai, convidada a participar de sua Vida, mesmo se enveredou pelo caminho do mal. Deus nunca desiste de nenhum de seus filhos.     
A fé é experiência da pessoa de Jesus. É diferente de religião. Religião é uma instituição. Nela nós fazemos a experiência de Igreja, que é a expressão eclesial da fé.  A pessoa pode ter religião, participar da Igreja, receber os sacramentos, sem convicção de fé. Nunca estamos prontos.  Por isso Jesus insiste tanto na fé.
            O discurso sobre o Pão da Vida é promessa, mas ao mesmo tempo exigência. Jesus não cede, nem ameniza as exigências. O povo vai se afastando, escandalizado com as palavras de Jesus. Ele fica só com os doze. Então, Jesus provoca os apóstolos: Não quereis também vós partir?  E Pedro: “Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna...”
A Eucaristia é presente de Deus, dom gratuito do seu amor, mas supõe fé. É mistério. Diante dela nos curvarmos, num ato de fé. Depois da consagração, o celebrante proclama à assembleia, convidando-a a mergulhar nesse mistério: Jesus presente sob as espécies de pão e vinho - “Eis o Mistério da Fé!” Então, comungar, não é só um ato de devoção, mas um encontro profundo, com a pessoa de Jesus. E esse encontro transforma!...
            Nosso Compromisso – Nunca estamos prontas. Por isso, buscamos sempre aprofundar a nossa fé e, por nossa vida e missão, despertar a fé nas pessoas, ajudá-las a crescerem nesse dom, a fim de criarem convicção, atitude de vida, que gera atos próprios de discípulo: a prática do amor.
¨      Textos:   Jo 6, 22-69 ;  Mt 8, 5-13;  Jo 20, 24 -27;  Sls. 23;  63.
Irmã Zely de Paula - sdn


quarta-feira, 18 de junho de 2014

EUCARISTIA – CORPO ENTREGUE, SANGUE DERRAMADO

   
            A missão de Jesus foi na linha do Servo Sofredor (Is 42, 1-8), do serviço, da   entrega da vida. Lembremos aqui de nosso lema: “Amor e Sacrifício” Por ele somos convidadas a seguir Jesus, na entrega da vida, no amor que se doa.
            Pão e Vinho, sinal da totalidade, síntese de toda a vida de Jesus.  A Eucaristia é o segue - me de Jesus até o fim, dentro da vontade do Pai.  Acontece  depois de dois grandes sinais de Jesus: O Lava-Pés e o Mandamento Novo (Jo 13, 34-35; 15, 12-17). No amor os discípulos serão reconhecidos e se tornarão Boa Notícia do Reino. A comunhão é a expressão mais forte do amor. 
Hora do Amor que se entrega - Diz o texto de Lucas: “Quando chegou a hora, Ele se pôs à mesa.” (Lc 22, 14-20) Hora de manifestar o seu amor por nós ao extremo. Hora de antecipar a entrega da vida na Cruz, pela entrega da vida no Pão. Por isso vai expressar seu sentimento mais profundo: “Desejei ardentemente comer com vocês esta Páscoa, antes de sofrer...” Hora de  realizar o ato supremo do seu amor: “Isto é o meu corpo que é dado por vós. Fazei isto em memória de Mim.” “Este cálice é a Nova  Aliança, em meu sangue, que vai ser derramado.” Com estas palavras  Jesus sinaliza que a Antiga Aliança, compromisso de Javé como povo de Israel, (Ex 24,1-8) era figura desta: A Nova Aliança, que Ele agora sela plenamente, entregando sua vida no Pão e na Cruz. O texto diz que Moisés mandou jovens imolar novilhos a Javé, como sacrifício de comunhão. É significativa a expressão, porque afirma que no sacrifício, sinal da Aliança, o povo e Deus fizeram comunhão. Agora o “sacrifício de comunhão” é a Nova Aliança no sangue de Jesus, que vai ser derramado e que neste gesto eucarístico é oferecido à 1ª comunidade cristã, que ali representava a  todos nós.

            Vivei como eu vivi – O “fazei isto” de Jesus não é só para os padres consagrarem, é para todos nós cristãos; para nós mulheres consagradas, que doamos a vida pelo Reino. “Fazei isto” = vivei como Eu vivi...  É a missão-serviço; é a entrega da vida, para que haja fraternidade, comunhão e todos vivam como irmãs/os e filhas/os de Deus. Não é este o desejo de Jesus? “A fim de que todos sejam um como tu, Pai, estás em mim e Eu em ti” (Jo 17, 21).
No gasto de nossas energias na missão, estamos dizendo: - eis o meu corpo, minha vida que é doada por vocês, minhas irmãs, meus irmãos.  É o nosso ministério eucarístico. Nós, mulheres temos a vocação de gerar e dar vida, como a Igreja  tem a missão de gerar e dar mais vida aos seus filhos. A Eucaristia aprofunda, clareia, fortalece e dá novo sentido a nossa vocação de maternidade, como consagradas.
Ceia própria e Ceia do Senhor.  A exigência de viver a Eucaristia levou Paulo a escrever aos Coríntios e falar tão duramente sobre o comportamento dos que participavam da Eucaristia. Paulo chama a atenção para as duas ceias: Ceia própria e Ceia do Senhor. Na Ceia própria, domina o individualismo, a divisão, a desigualdade: ricos x pobres com fome; egoísmo e insensibilidade, embriaguês, falta de vida, injustiça. A Ceia do Senhor é o oposto: lugar do senso comunitário, onde há partilha, igualdade, serviço fraterno, solidariedade, participação, união, comunhão no Pão e na Vida, compromisso com o pobre.
            Agradeçamos a Deus, porque buscamos viver de acordo a Ceia do Senhor. Que Ele nos ajude a sermos coerentes.
Na minha missão vivo o “isto” é o meu corpo, que é dado por vocês?
             Sou sinal de comunhão neste mundo de desigualdade, injustiça?

Textos:  Lc 22, 14 - 20;  Jo 13, 34 - 35;   15, 12 - 17;  ICor 11, 17-34;  Sl 16

Irmã zely de Paula - sdn


segunda-feira, 9 de junho de 2014

JOGUE A FAVOR DA VIDA!




NOSSA VIDA É DOM DE DEUS!

A vida de cada pessoa é preciosa para Deus. Ninguém nasceu por acaso!
Eis a Palavra de Deus que diz: “Antes de formar você no ventre de sua mãe, eu o conheci; antes que você fosse dado à luz, eu o consagrei, para fazer de você profeta das nações” (Jr 1, 5).
Deus nos viu primeiro: “Antes de formar você no ventre de sua mãe, eu o conheci” e, a partir deste momento, nos confiou uma grande missão: “profeta das nações”. Assim, toda pessoa batizada é convidada a fazer de sua vida um testemunho profético, por onde Deus continua escutando o clamor das pessoas que clamam por moradia, saúde, educação, direito à vida. Pelo batismo, nós somos convidas/os a reconhecermos a filiação divina e, assumirmos a responsabilidade de irmãs/os umas das outras, uns dos outros. 
Estamos próximas/os ao grande evento esportivo, onde vários países se juntam para disputarem a Copa do Mundo. Línguas diferentes, culturas diferentes, mas, todos se entendem quando o assunto é futebol. Sabemos que junto a este grande evento outras coisas também acontecem,  por isso, a Igreja está se empenhando cada vez mais na luta em favor das pessoas traficadas. Que bom seria se todos se empenhassem para que este jogo fosse mesmo a favor da vida, reforçando o nosso ser irmã/o!
O tráfico humano é um crime que atenta contra a dignidade da pessoa humana, já que explora o filho e a filha de Deus, limita suas liberdades, despreza sua honra, agride seu amor próprio, ameaça e subtrai sua vida, quer seja da mulher, da criança, do adolescente, do trabalhador ou da trabalhadora – de cidadãs e cidadãos que, fragilizados por sua condição socioeconômica e/ou por suas escolhas, tornam-se alvo fácil para as ações criminosas de traficantes (Texto Base da CF/ 2014, pg. 11).
A Igreja é solidária com as pessoas traficadas. Comprometida com a evolução da consciência universal sobre o valor da dignidade humana e dos direitos fundamentais, quer contribuir no combate pela erradicação deste crime. Diante da grandeza de sermos filhos e filhas de Deus é inaceitável que a pessoa seja objeto de exploração ou de compra e venda. É um ato de injustiça e de violência que clama aos céus. É uma negação radical do projeto de Deus para a humanidade (Texto Base da CF/ 2014, pg. 41).


“Eu vim para que todos tenham vida, e a tenham em abundância” (Jo 10,10).

Irmã Maria Aparecida Rosa - sdn

quarta-feira, 21 de maio de 2014

SIMPÓSIO VOCACIONAL



Em Belo Horizonte, MG, na Casa de Retiro São José, aconteceu nos dias 16 a 18 de maio de 2014, o SIMPÓSIO VOCACIONAL DO BRASIL com o tema: “Ide e anunciai! Vocações diversas para uma grande missão!” Mais de 150 participantes dos Regionais Leste 1 e Leste 2 (Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro).
A ideia da realização deste Simpósio surgiu durante uma das reuniões do Instituto de Pastoral Vocacional (IPV), que já tem a prática de realização de simpósios anuais com membros associados. Durante a 9ª reunião conjunta da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CMOVC-CNBB), em Aparecida, SP, de 17 a 20 de outubro de 2011, a proposta foi apresentada e acolhida.
Este Simpósio teve como objetivo aprofundar a questão vocacional, em razão dos 50 anos do Dia Mundial de Orações pelas Vocações e dos 30 anos do primeiro Ano Vocacional no Brasil. Foi um evento realizado simultaneamente, nas cinco macrorregiões Pastorais do Brasil: Sul, Leste, Nordeste, Centro-Oeste e Norte, por meio de videoconferência.

Dom Frei Dario Campos, Bispo da Diocese de Cachoeiro do Itapemirim, ES, re-ferencial da PV-SAV no Leste 2, acolheu todas/os participantes incentivando-os nesta missão exigente e muito bonita! Vejam algumas provocações feitas por ele: “Para chamar alguém é preciso ser uma pessoa alegre e apaixonada por Jesus. Estar convencida disso. Uma pessoa triste e desencantada não contagia ninguém. É preciso ter coragem de chamar. Do jeito que estou vivendo a minha vocação serve de um convite para outros ou um afastamento? Sou um/a animador/a vocacional ou estou nesta função? O que preciso mudar em minha vida para animar outras pessoas? Nossa pedagogia deverá ser a mesma de Jesus, conduzir a pessoa para Deus. O chamado precisa ser em muitas das vezes, um chamado pessoal. Apaixonar-se pelo Senhor todos os dias. Transmitir esta paixão com alegria e com uma vida feliz que provoque uma experiência com Aquele que nos chama”.

Dom João Justino, bispo auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte, apresentou conferências com os temas: "Ide e anunciai! Vocações diversas para uma grande missão!" E; Na comunhão com Ele, enviados para a grande missão!
Alguns fragmentos de suas conferências: “Jesus coloca a pessoa no centro com o objetivo de fazer dela uma pessoa livre e feliz. Não apenas estar, mas ser animadores vocacionais. Eu vivo deste modo. Meu estilo de vida é este. É por aí que chegaremos a uma cultura vocacional. Em virtude do nosso batismo tornamo-nos missionários! A nova evangelização exige um novo protagonismo. A missão revela a comunhão. A experiência mais forte na Bíblia é o do Êxodo - o Deus libertador. Só depois iremos ao Deus Salvador que nos criou por um grande amor. Jesus invisível em sua divindade tornou-se visível em nossa carne (prefácio do Natal). O Evangelho provoca em nós uma transformação, uma conversão, um novo estilo de vida. Três grandes atitudes missionárias: Diálogo, Crítica-profética e Testemunho de vida até a morte. O mistério da comunhão nos leva para dentro da Trindade. Comunhão gera missão e a missão está a serviço de Deus”.

No final do Simpósio foi elaborada uma carta compromisso, com o resultado dos trabalhos em grupos. Ficou assim este compromisso:
CARTA COMPROMISSO DO SIMPÓSIO VOCACIONAL

Ao Povo de Deus nas Igrejas do Espírito Santo, Minas Gerais e Rio de Janeiro,
a vós, graça e paz da parte de Deus, nosso Pai! (Cl 1,2)

“Senhor, chamaste-nos? Eis que aqui estamos! Chamaste-me, Senhor, aqui estou!”. Nós animadores e animadoras vocacionais dos Regionais Leste 1 e 2 da CNBB, reunimo-nos em Belo Horizonte de 16 a 18 de maio de 2014 para o Simpósio Vocacional do Brasil. Viemos de 35 Dioceses de Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Bahia e São Paulo. Contamos com 02 bispos, 19 padres, 02 diáconos permanentes, 50 religiosos(as) e 80 leigos(as) totalizando 153 participantes. 
“Eu disse sim, ó Senhor! Eu disse sim por amor! Pronto para ir eu estou para uma grande missão!”. A partir deste refrão do hino do simpósio se evidenciou a razão do evento: refletir sobre a cultura vocacional e a importância de favorecer a articulação da PV-SAV e estimular a formação das EVPs.
A partir do tema “Ide e anunciai! Vocações diversas para uma grande missão!”, valemo-nos do itinerário proposto pelo Papa Francisco para a vivência da missão e da comunhão “primeirear, envolver-se, acompanhar, frutificar e festejar” (EG 24), contemplando na dinâmica do êxodo e do dom, a alegria do evangelho.

Seja como for, todos somos chamados a dar aos outros o testemunho explícito do amor salvífico do Senhor, que, sem olhar às nossas imperfeições, nos oferece a sua proximidade, a sua Palavra, a sua força, e dá sentido à nossa vida. O teu coração sabe que a vida não é a mesma coisa sem Ele; pois bem, aquilo que descobriste, o que te ajuda a viver e te dá esperança, isso é o que deves comunicar aos outros. A nossa imperfeição não deve ser desculpa; pelo contrário, a missão é um estímulo constante para não nos acomodarmos na mediocridade, mas continuarmos a crescer (EG 121).

Desta forma, vencendo as tentações contra a missão e dispostos a avançarmos na comunhão, abraçamos como compromissos do simpósio:

- Superar o individualismo procurando efetivar a pastoral de conjunto, especialmente com a Pastoral Familiar e a dimensão bíblico-catequética;

- Estimular a formação vocacional permanente para padres, seminaristas e lideranças das pastorais, movimentos, congregações e institutos seculares;

- Reconhecendo que a Igreja é toda ministerial, organizar a PV-SAV, por meio do diálogo e do respeito, tendo como fundamento a comunhão trinitária;

- Conhecer e valorizar os subsídios já existentes nos regionais e colocá-los em prática nas paróquias, vivendo na própria realidade o estado permanente de missão.

Sabedores de que todo serviço eclesial tem uma dimensão vocacional, queremos ajudar todos os setores da Igreja a compreenderem esta dimensão e a não se descuidarem dela, colocando permanentemente as vocações na agenda de cada comunidade. 
“Na Comunhão com Ele, enviados para a grande missão”, pedimos ao Senhor da Messe que seja feita a Sua vontade assim na Terra como na Trindade. Amém. 
                                                 
Belo Horizonte, 18 de maio de 2014.

Organizadora do texto Irmã Maria Aparecida Rosa - sdn













sexta-feira, 16 de maio de 2014

Missão Sacramentina na Comunidade Educativa


O Colégio Nossa Senhora das Graças de Patos de Minas é um dos braços da missão das Irmãs Sacramentinas de Nossa Senhora.
Como se trata de uma obra educativa, nossa missão é a educação cristã das crianças, adolescentes e jovens.
Em 1945, quatro Irmãs: Maria Coeli de Moura, Isabel Baylão, Celina Silva e Maria do Carmo Torres, imbuídas do ideal sacramentino e acreditando no valor da educação, tão incentivado pelo Fundador- Pe. Júlio Maria De Lombaerde e pela Co-fundadora-Madre Maria Beatriz Frambach, assumiram, com muita ousadia, esse Colégio que até nos dias de hoje ainda cumpre sua bela missão.
Os desafios de ontem: pobreza, desconforto material, deficiências pedagógicas, inculturação entre os patenses, enfim, todas as dificuldades de início de uma obra dessa magnitude, fizeram parte da vida das primeiras Irmãs.
A construção do prédio levou 19 anos a ser semi-concluída, vindo a ser terminada em maio de 2010. E as paredes desse prédio trazem as marcas do suor das primeiras Irmãs que foram até serventes dos pedreiros, além de professoras e responsáveis pelas alunas internas; cada recanto, cada detalhe artístico, os corredores e salas de aulas ainda guardam a presença das inúmeras Irmãs que por aqui passaram, ensinando e formando pessoas de bem.
Revendo a história, percebe-se que o trabalho dessas nossas heroínas do saber, não foi em vão. Se a obra é de Deus, ela continua e isso está acontecendo até hoje, após 69 anos de missão. História bonita desse Colégio! Em 2015, muitas comemorações acontecerão relembrando os 70 anos da presença das Irmãs Sacramentinas de Nossa Senhora em Patos de Minas.
Hoje, o Colégio Nossa Senhora das Graças, além de ser um centro cultural moderno, atualizado, dentro das novas tecnologias, carrega em sua bagagem, o frescor das raízes e a seiva da espiritualidade missionária.
Um equipe administrativa e pedagógica, formada por leigos(as), juntamente com as Irmãs, dirigem essa obra do Instituto das Irmãs Sacramentinas com competência, entusiasmo e garra.
Organização séria, formação acadêmica segura e atualizada, formação religiosa e missionária, conforme o carisma da Congregação, garantem o sucesso dessa missão em Patos de Minas e região e o respeito das famílias.
Se você, jovem, sentir o chamado de Deus para uma missão assim, venha conhecer o que é ser educadora na Congregação das Irmãs Sacramentinas de Nossa Senhora. Para conhecer melhor o Colégio Nossa Senhora das Graças, entre no site: WWW.cnsgpatos.com.br e, tenho certeza, seu coração baterá mais forte.
















Ir. Marina Guilhermina de Oliveira - snd, diretora do CNSG


terça-feira, 6 de maio de 2014

Formação Continuada



Do dia 1º a 04 de maio de 2014, as Irmãs Sacramentinas de Nossa Senhora, estiveram reunidas na Casa Central, em Belo Horizonte, MG, para o Encontro de Formação Continuada.
O Encontro foi marcado por vários momentos: lazer, dinâmicas, reflexões, momentos orantes e o prazer de nos encontrarmos, pois, éramos um grupo de 48 Irmãs vindo dos seguintes lugares: Alvarães, AM; Angola, África; Belo Horizonte, Boa Esperança, Manhumirim, Patos de Minas, MG; Cachoeiro de Itapemirim, ES; Goiânia, GO; Niterói, e Rio das Ostras, RJ.
Neste Encontro, dedicamos um tempo para rever e rezar a nossa missão. E outro, para refletir sobre a nossa vivência comunitária, tendo como horizonte inspirador o nosso compromisso de Cultivar o verdadeiro sentido da comunidade religiosa – “lugar teológico” que revela Deus-comunhão ao mundo, exercitando relações evangélicas irmãs, circulares e inclusivas.
Entre tantas reflexões e provocações, Irmã Solange Pereira Barros - sdn nos ajudou com o tema: VIDA COMUNITÁRIA – O COTIDIANO PESSOAL E COMUNITÁRIO.
De início propôs esta questão: o que compõe o seu COTIDIANO?
Aprofundando entendemos que o cotidiano é marcado pela seqüência de ações que exigem flexibilidade, paciência, prontidão e atenção ao outro e a mim. A rotina do cotidiano, precisa de profundidade, autenticidade, criatividade, leveza. Não é tanto a quantidade de vezes que nos encontramos, mas a qualidade e o sentido que se dá aos momentos comunitários. Que seja um, mas que todas estejam juntas, porque encontraram no cotidiano esse espaço.
Comunidade lugar da vida partilhada
O melhor modo de ser comunidade é entrar na sua vida cotidiana com tudo o que isso implica de trabalho, disponibilidade e acolhimento. Esta vida é marcada por um número de pequenos gestos que expressam: fidelidade, ternura, humildade, perdão, delicadeza, serviço desinteressado.
A partilha de nossas fraquezas e dificuldades é um estímulo maior para os outros do que somente a partilha dos nossos sucessos. Em comunidade, corremos sempre o risco de pensarmos que os outros fazem melhor ou, que não tem as mesmas lutas que eu.
Quando descobrimos que estamos todas no mesmo barco e temos os mesmos medos, temos cansaços, isto nos ajuda a continuar acreditando que a dificuldade e a possibilidade de crescimento que há em mim, há na outra também.

Comunidade - lugar da complexidade
Toda comunidade é composta de realidades complexas. Nela há gente de todo tipo e temperamentos diferentes. Há pessoas organizadas, de rápido raciocínio, objetivas, eficazes; há outras que são vagarosas, sensíveis, emotivas, lentas no agir, mais voltadas para contatos pessoais. E ainda, tem as pessoas tímidas, depressivas, pessimistas, e as que são extrovertidas, otimistas e festivas. Ou seja, na comunidade existe um pouco de tudo. Esta variedade humana constitui sua riqueza e, ao mesmo tempo, seu desafio comunitário.
Tensões, desentendimentos e choques entre as pessoas, fazem parte da vida de uma comunidade. As tensões revelam que a comunidade é uma realidade bem humana. Para transformá-la em fraternidade cristã, os membros precisam continuamente de conversão.
Estar aberta à ação transformadora do Espírito Santo é a condição básica para reencontrar os caminhos do Senhor na convivência de consagradas. As tensões podem ser de fato, momentos de crescimento e de aprofundamento comunitário. As pedras no caminho não serão necessariamente obstáculos; podem servir de fundamento para a construção de nossa casa.
Uma dica valiosa: “Devemos aprender a “DESDRAMATIZAR” a convivência. Saber rir de si mesma, saber colocar os conflitos em sua justa proporção, em uma visão de fé e não de emotividade. Uma comunidade de consagradas será sempre “um Projeto Evangélico em Construção”, simultaneamente “dom de Deus” e “tarefa humana”. Nela nada de humano estará ausente, mas é o Espírito que animará por dentro” (Frater Henrique Matos).

A vida comunitária e as influências externas
No mundo em que vivemos inúmeros problemas, afloram e se multiplicam a cada momento:
O ativismo, individualismo, comodismo, competição, fechamento, falta de compromisso, de generosidade, a crise no relacionamento, a fuga da vida fraterna e da oração, tudo isso, gera conseqüências sérias para a vivência fraterna.
Torna-se comum a perda de referência dos valores, a dificuldade de lidar com os próprios limites, a tendência à facilidade, à comodidade e, em meio a tudo isso, a fidelidade se revela como algo pesado demais, às vezes até insuportável. Estamos nós, Irmãs Sacramentinas de Nossa Senhora, imune a tudo isso? É evidente que não!
Com freqüência corremos o risco de perdemos o ardor. Caindo na rotina dos atos comunitários, praticando uma oração formal e vazia; entregando-nos à correria das atividades, aos compromissos de trabalho e faculdade, nos esvaziamos, nos fragmentamos. Perdendo o contato com a Fonte da Vida, afastando o nosso olhar d’Aquele que é o sentido das nossas atividades e compromissos, reduzindo nosso tempo junto a Jesus; não estaríamos nós, abandonando o Amor Primeiro?!

Quando o Amor Primeiro deixa de ser nutrido, a vida se torna pesada, os relacionamentos interpessoais, que deveriam ser marcados pela ternura e gratuidade, ficam duros, cheios de cobranças e acusações. E isso desfigura a comunidade e a nossa vida murcha. A nossa presença de consagradas perde o valor e a atração. É ai que precisamos retomar o caminho, reacender a chama e redescobrir o encanto de nossa vida em suas várias faces. Precisamos parar; aquietar-nos e novamente voltar o nosso olhar enamorado para JESUS a quem decidimos seguir e entregar a nossa vida. Aquele que nos vocaciona todos os dias a viver em Comunidade.
Bibliografia principal: Vida Religiosa um Projeto em Construção (Henrique Cristiano José Matos); Viver em Comunidade para a Missão - (José Lisboa Moreira de Oliveira).
















Por tudo que foi vivenciado nestes dias, demos graças a Deus! Nas reflexões, orações, partilhas, provocações..., sentimos que o Ressuscitado caminha conosco!
Organizadora do texto - Irmã Maria Aparecida Rosa - sdn