Sejam Bem Vidos!!!

A vida é presente de Deus! Cuidar bem dela é nosso dever. Dar sentido à vida é uma opção que cada pessoa faz. Este blogger apresenta para você oportunidades de conhecer nossa missão.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

CULTIVO DA NOSSA ESPIRITUALIDADE.


Enquanto muitas/os peregrinas/os buscaram cultivar sua espiritualidade junto ao Papa Francisco, e aos vários peregrinos do mundo inteiro, no Rio de Janeiro, nós, um grupo de quase 30 Religiosas e uma Leiga, buscamos outra forma de alimentar nossa espiritualidade.
Nossa peregrinação foi até Miguel Pereira, RJ. Um lugar que proporciona uma verdadeira experiência de oração e contemplação de Deus que se revela também na natureza. As Irmãs Servas da Santíssima Trindade realizam ali a bonita missão de acolher e ajudar as pessoas a resgatar suas energias, silenciar o coração, refazer suas forças...
Irmã Gelza, desta mesma Congregação, foi quem orientou o retiro nos dias 24 a 31 de julho, com o tema: Peregrinas da Ressurreição.

No primeiro dia ela nos acolheu com esta reflexão profunda: “Nós somos, em Jesus Ressuscitado, o lugar teológico, onde Deus se comunica, resgata e integra. Ele é peregrino em nossa direção. Silenciemos nosso coração: ele está onde está o nosso tesouro. Silenciemos nosso corpo: ele é a casa, lugar de novas relações, mesa da acolhida da Palavra e do Pão. Silenciemos nossos ouvidos: eles ouvem o silêncio para que possamos ouvir a voz que está na essência de todas as coisas. Silenciemos nosso olhar: porta aberta para ver o interior da vida, manifestação da presença divina derramada na nova criação. Silenciemos!
Como peregrinas da ressurreição, somos chamadas ao deserto profético, experiência do Deus exodal. Ele vem para convergir nossa peregrinação em direção à Fonte. Ele chega dando vigor aos nossos pés cansados”.
Nossa peregrinação foi aos poucos acontecendo entre várias outras reflexões, momentos celebrativos com tanta criatividade, partilha de vida, silêncio, experiência de Deus e oração contínua pela Jornada Mundial da Juventude. Um tempo de graça!

A vida nos coloca sempre em uma atitude de escolha entre coisas boas. Quem esteve na JMJ, com certeza, pode dizer como Maria Madalena: “Eu vi o Senhor”! Também nós, na experiência que fizemos no retiro, podemos dizer o mesmo: “Nós vimos o Senhor”!
Tanto numa experiência como na outra, acredito que ecoa dentro de nós a Palavra de Jesus: “Vão e façam com que todos os povos se tornem meus discípulos” (Mt 28,19). Quem se apaixona por uma causa não se deixa aprisionar pelos obstáculos. Nem chuva fria, nem distância, nem medo, nem preconceito, em fim, o amor é como um trampolim que nos lança para o alto.
Irmã Maria Aparecida Rosa - sdn




terça-feira, 23 de julho de 2013

XXIII ASSEMBLEIA GERAL ELETIVA DA CRB NACIONAL


Nos dias 15 a 19 de julho, aconteceu a XXIII Assembleia Geral Eletiva da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), realizada na Escola Paroquial Santo Antônio em Brasília - DF, com a presença de aproximadamente 600 participantes. Foi um tempo de graça e de muita presença do Espírito Santo de Deus. Desde o início deste ano, já víamos nos preparando para este momento, através do subsídio: Permanece conosco! (Lc 24,29).

OBJETIVO GERAL
À luz da Palavra de Deus e dos sinais dos tempos, avançar em processo de reflexão sobre a identidade da Vida religiosa hoje; Alimentar a esperança que brota da fé e do seguimento de Jesus; E, em processo de discernimento, eleger tanto o projeto trienal da Conferência dos religiosos do Brasil, quanto a Diretoria Nacional e o Conselho Fiscal em vista do triênio 2013 - 2016.
Nova Diretoria eleita
Durante esses dias percorremos este caminho proposto pela CRB Nacional

I L U M I N A Ç Ã O
1. ... não esperávamos que isso fosse acontecer!  (Lc 24, 13-24)
Leitura dos sinais sobre o que está acontecendo hoje na Vida Religiosa. (Eu não esperava que isso fosse acontecer com minha Congregação, minha Comunidade, minhas co-irmãs...) ou: ou identificar nossas desesperanças: dores, lutas, perdas, mortes (luto).
Assessor/a: Irmã Delir Brunelli CF e Padre Helio Gasda SJ
2.... era preciso que acontecesse isso!  (Lc 24, 25-27)
Leitura dos sinais que a Vida Religiosa “não reconheceu ao longo dos tempos”, e que nos foram apontados: (voltar, às fontes, reler os Carismas, converter-nos ao essencial, atualizar a intuição primeira de fundadoras e fundadores...) ou: compreender o que significa ser “insensato/a” e “tardo/a” hoje.
 Assessores: Padre Edênio Valle SVD e Padre Alfonso Carlos Palacio y Larraury SJ
3. ... e ele entrou para permanecer com eles!  (Lc 24, 28-32)
Experiência de abrir a porta e “entregar a casa a Jesus”! (condições que possibilitam a permanência, sentido da consagração, da entrega total da vida, da pessoa, da comunidade, da casa...) ou: nos questionarmos sobre o porque de nossa pouca radicalidade.
Assessor/a: Irmã Lúcia Weiler IDP e Frei Luiz Carlos Susin OFMCap
4.  ...levantaram-se na mesma hora e voltaram a Jerusalém ! (Lc 24, 33-35)
Atitudes geradoras do compromisso missionário: levantar-se, depressa, voltar à causa... ou: analisar nossa acomodação, pouca paixão, demoras.
Assessor: Padre Joachim Andrade SVD
 5. ...Leitura humana do caminho (experiência) de Emaús (humanizar a Vida Religiosa)
Assessor/a: Irmã Fátima Alves de Morais ASCJ e Padre Adalto Chitolina SCJ
6. ...Depois de Emaús: Perceber que o processo é feito todos os dias de novo; preparar-nos para voltar para casa!
Assessor/a: Irmã Zenilda Petry IFSJ e Frei Moacir Casagrande OFMCap
Texto: Lc 24,36-50
7. ... A Missão da/o Superiora/or Maior à luz do caminho (experiência) de Emaús
Assessores: Padre Jaldemir Vitorio SJ e Irmão Afonso Tadeu Murad FMS.
... então eles contaram o que lhes havia acontecido no caminho]e como reconheceram Jesus!
(Lc 24, 35)
Irmãs: Penha, Cidinha e Cacilda

Regional Belo Horizonte, MG
Região Sudeste 

















Organizado por Irmã Maria Aparecida Rosa - sdn


sábado, 13 de julho de 2013

COMO BARRO NAS MÃOS DO OLEIRO.


Nossa vida é construída de sonhos e desejos. Vivemos, porque há dentro de nós uma força, que nos conduz em direção aos objetivos que desejamos alcançar, para sermos felizes.
Já algum tempo venho trabalhando os meus sentimentos, sonhos e desejos. Esses são fragmentos e fazem parte do meu processo de desenvolvimento humano. Tenho dificuldades, mas, sei o que busco. Busco me realizar como pessoa. Às vezes sinto-me perdida, porém, enfrento as fraquezas que tenho e as indiferenças em relação aos meus desejos e sonhos.
Trago uma reflexão do Aspirinter (formandas/os de várias Congregações, que se encontram uma vez por mês para estudarem um determinado tema, com ajuda de assessoras/es) que diz: “Sou barro nas mãos do oleiro e sou obra das mãos dele”. Tem momentos que me deparo com as minhas fraquezas, não me sinto barro nas mãos do oleiro. Quando isso acontece é porque o oleiro está dando os toques necessários no vaso que sou eu, para que saia perfeito e bem modelado. 

Todo o processo que o barro passa é para ser transformado em um vaso de bom uso. Eu, que estou também no processo de discernimento vocacional, como barro, estou me tornando uma pessoa feliz e realizada.
Concluindo posso dizer que em todos esses momentos vejo mudanças em mim que fazem a diferença. Pois sou uma pessoa feliz e amada por Deus.


Ágna Alves da Cruz – Aspirante.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

O DOM DA FÉ.


 “A obra de Deus é que creiais naquele que Ele enviou” (Jo 6,29).

Deus plantou no coração humano a semente da fé que deve crescer, à medida que vamos conhecendo a Verdade e nos abrindo para Deus. A fé nos educa, nos faz crescer, nos amadurece e nos fortalece. O cristão que não cresceu e amadureceu na fé, diante das adversidades e sofrimentos, abandona tudo e se afasta da Igreja.  A fé verdadeira nos leva a crer na vida, a amar e lutar para defendê-la; a crer na pessoa humana, filha/o amada/o do Pai, convidada/o a participar de sua Vida, mesmo se enveredou pelo caminho do mal. Deus nunca desiste de nenhum de seus filhos/as. (Lc 15, 21- 24)
A fé é experiência da pessoa de Jesus; cria em nós uma atitude, que gera atos próprios do discípulo: AMOR. É diferente de religião. Religião é uma instituição. Nela nós fazemos a experiência de Igreja, que é a expressão eclesial da fé. A pessoa pode ter religião, participar da Igreja, receber os sacramentos, sem convicção de fé. Nunca estamos prontas/os.  Por isso Jesus insiste tanto na fé.
A Eucaristia é presente de Deus, dom gratuito do seu amor, mas supõe a fé. É mistério; diante dela  nos curvarmos, num ato de fé.  Depois da consagração, o celebrante proclama à assembléia, convidando-a a mergulhar nesse mistério: Jesus presente nas espécies de pão e vinho - “Eis o Mistério da Fé!”

 Nosso Compromisso - Nossa missão primeira é aprofundar a nossa fé e, por nossa vida e missão, despertar a fé nas pessoas, ajudá-las a crescerem nesse dom, a fim de criarem convicção, atitude de vida. Então, receber a Eucaristia não será um ato de devoção, mas um encontro profundo, de intimidade com a pessoa de Jesus. E esse encontro transforma!...
O discurso sobre o Pão da Vida é promessa, mas ao mesmo tempo exigência. Jesus não cede, nem ameniza as exigências. O povo vai se afastando, escandalizado com as palavras de Jesus. Ele fica só com os doze. Então, Jesus provoca os apóstolos: não quereis também vós partir? E Pedro: “Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna...” (Jo 6, 67-68).

Irmã Zely de Paula - sdn

quinta-feira, 20 de junho de 2013

SERVIÇO DE ANIMAÇÃO VOCACIONAL

                                                    

I CONGRESSO VOCACIONAL
Promovido pela Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição
Realizado nos dias 06 a 09 de junho de 2013, em São Paulo. Foi aberto para outras Congregações, Leigas/os e Dioceses.

TEMA: VOCÊ TEM POTENCIAL! PROMOVA A VIDA!
LEMA: O Espírito do Senhor está sobre mim. Lc 4,18
O objetivo do Congresso: Proporcionar uma reflexão sobre o fortalecimento da cultura vocacional, em vista da missão da Igreja.
Realidade Vocacional: desafios e perspectiva – Padre Agenor Brighenti
O assessor desenvolveu este tema, de forma segura, nos ajudando a refletir sobre a crise como oportunidade de crescimento. Seguem alguns pontos mencionados por ele em sua reflexão: O melhor ponto de partida é partir do lugar onde estamos. Assumir a realidade é o melhor ponto de partida para a missão. Por mais dura que seja a realidade, ela não tem a última palavra. Nós somos chamadas/os a abraçar a realidade para transfigurá-la. Ela tem um grande poder de nos questionar, incomodar; ela nos desinstala...
Hoje se fala da crise de vocações, da Igreja, das religiões... A crise anuncia novas possibilidades e não o fim. Ela significa um momento de travessia e pode ser um momento pascal. A crise é bênção e não desgraça. Não podemos negá-la; ela é uma oportunidade que nos convida a um novo nascimento. Deus é novo em cada manhã.
“Religião sem religião”- Pessoas que não se encontram em nenhuma religião.  Vivem sua fé à margem da igreja, da sociedade, das instituições. As pessoas quando não gostam, saem silenciosamente. Quantas não encontram espaços na Igreja para viverem sua fé? Será que não estamos falhando na acolhida? Acolher não é concordar com a vida errada das pessoas, mas sim, enriquecermos com a diferença.
Outro valor interessante é a gratuidade. As coisas mais importantes na vida são aquelas que “não servem para nada”. Ex.: tomar um café com alguém, numa conversa informal; no ponto de ônibus, nas filas...
Três posturas em relação ao que vivemos hoje:
1ª - visão retrospectiva da realidade:  volta ao passado por nos garantir seguranças;
2ª - visão catastrófica:  hoje o passado não responde mais e tudo está perdido. O que importa é viver o momento presente;
3ª - visão prospectiva da realidade: buscar o novo de forma criativa.
O primeiro dia do Congresso foi marcado por estas e várias outras reflexões e provocações do assessor.

Na força do Espírito, promover a vida e a cultura vocacional, numa perspectiva missionária
 Irmã Annette Havenne - ISM
Para onde vamos? O que queremos a partir do que somos? Qual o sentido das nossas ações?
A palavra crise é formada por duas outras: potencial e fraqueza. Você tem potencial! Promova a vida! Se não for para promover a vida, meu potencial não serve para nada.
Deus se vocaciona,  pelos gritos do povo oprimido. O desejo fundante da vocação de Jesus, é fazer a vontade do Pai. Isto exige muito sacrifício. Será que nossa geração não está perdendo, pouco a pouco, este espírito de sacrifício?
Vocação = É deixar Deus desejar no meu desejo. A vocação nos leva a fazer escolhas e rupturas. Em nossas escolhas costumamos optar pelo que é mais fácil ou que é certo?...
As tentações de Jesus
1ª - Necessidade física - O diabo oferece pedra para ser transformada em pão. Jesus prefere pautar sua vida nos valores do Reino.
2ª - Poder - o desejo de poder não pode ser a sombra da vocação. Mas sim, o Serviço.
3ª - Fama - nossa vocação tem nos levado a dar ouvido aos pobres ou a fama?
Jesus saiu do deserto com a sua vocação centralizada no que o Pai queria. A experiência de deserto fez com que Ele se fortificasse em sua opção de vida. Já aos 12 anos, Ele havia dito para seus pais: “Devo fazer a vontade de meu Pai”.
No batismo => Jesus decide sair do ter para o ser - “Repleto do Espírito Santo, Jesus voltou do Rio Jordão, e era conduzido pelo Espírito através do deserto” Lc 4,1
No deserto => provação de sua identidade - “Aí ele foi tentado pelo diabo durante quarenta dias” Lc 4, 2a.
Na sinagoga => lugar da decisão - “O Espírito do senhor está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção, para anunciar a Boa Notícia aos pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos presos e aos cegos a recuperação da vista; para libertar os oprimidos e para proclamar um ano de graça do Senhor” Lc 4, 18-19.
O ponto culminante de sua vida => nasci para isto - “hoje se cumpriu esta passagem da Escritura, que vocês acabam de ouvir” Lc 4,21b.
Como transmitir isto aos outros? Precisamos ter nas veias os valores evangélicos, transcendendo, transfigurando e gerando estilo de vida, sendo testemunho. Devemos nos perguntar: com o nosso jeito de ser, animamos as vocações ou desanimamos?
De que modo Jesus forma seus discípulos, a ponto de estas pessoas deixarem tudo para segui-Lo?! Em primeiro lugar, Ele convida a uma ruptura. A ruptura nos coloca frente a frente com as nossas fragilidades e potenciais. Isto não é só coisa da Vida Religiosa, mas, condição para o amadurecimento da pessoa. Jesus os convida a uma transcendência “venham comigo e farei de vocês pescadores de pessoas”. A formação vai acontecendo no caminho.
Os discípulos observam como Jesus promove a vida. Eles estão se preparando para fazer o mesmo, cuidar das pessoas desamparadas e gerar uma correnteza de pessoas fazendo o bem. Há gente que faz isso, de vez em quando. As/os seguidores de Jesus, deverão viver ajudando outras pessoas a ajudarem.
A vivência dos Conselhos Evangélicos hoje:
Pobreza - vivemos este voto em um contexto, onde o dinheiro passa na frente das pessoas;
Obediência - em um mundo barulhento, desenvolvemos a escuta de Deus, para com fidelidade colocar todo nosso potencial a serviço da vida;
Castidade - em um mundo machucado, com tendências fortes ao capitalismo, ao egocentrismo..., nós estamos aqui para amar gratuitamente.
Cultura vocacional = formação permanente, cultivo contínuo para a vida toda. A Vida Religiosa Consagrada, é uma dinâmica e não um estado de vida. Frente aos desafios é preciso reencantar várias vezes. Isto se torna significativo, pois nos dá condição de descer no mais profundo de nós mesmas/os. Quantas vezes aparece dentro de nós, a vontade de dar as costas para a missão, como aconteceu com aquele casal que ia para Emaús!...
  Às vezes queremos sucesso e o que Deus nos pediu é que déssemos frutos e pode até acontecer, que minha congregação não colha os frutos. Mas, ela poderá proporcionar às pessoas, frutificarem em outros lugares, fazendo a diferença na Igreja.
Precisamos aprende a fazer a leitura dos sinais da vida. Este é o caminho que se deve fazer para sair da crise. Interpretar os sinais à luz da fé. Cultura vocacional é saber ler os sinais da vida e reescolher aquilo que já havíamos escolhido.
Mudança de mentalidade, isto é, pensar e agir de forma positiva e não ter medo de fazer perguntas. Sinto que vale a pena investir neste estilo de vida? Quero para mim? É importante para a Igreja e para o mundo? O modo de pensar influencia os sentimentos.
Missão - Cada vez que a Vida Religiosa Consagrada se aproxima dos pobres, ela se revitaliza e ainda nos questiona: Qual é nossa missão hoje com projeção no amanhã? A missão forma a comunidade e a mística e nos interpela a mudar nosso jeito de conviver. Não podemos encher as pessoas com as nossas falas, mas proporcionar a elas, experiências profundas de Deus.
O segundo dia foi enriquecido por estas reflexões, como também provocações da Irmã Annette. Esta é uma síntese que fiz de sua palestra.
Finalizando o dia, ela orientou um momento de leitura orante com o texto de Lc 13,21. “O Reino do céu é como o fermento que uma mulher pega e mistura com três porções de farinha, até que tudo fique fermentado”. Com que podemos comparar o Serviço de Animação Vocacional?
Nos outros dois dias seguintes tivemos trabalho em oficinas: Marketing; Juventude e Novas Gerações; Mística e Itinerário Vocacional.
Apresentação dos trabalhos e ressonâncias; partilha de experiências no SAV/PV; elaboração de prioridades; apresentação do Vídeo Vocacional da CIIC e por fim, a Celebração Eucarística de encerramento.

Irmã Maria Aparecida Rosa - sdn




quarta-feira, 5 de junho de 2013

COLOCAR-SE A ESCUTA DE DEUS.

De blusa rosa - Beatriz a de saia - Madalena

Tivemos a alegria de receber em nossa Casa de Formação, duas jovens: Beatriz de Caratinga, MG e Madalena, de Peçanha, MG. Vieram para conhecer de perto nosso jeito de ser Sacramentina de Nossa Senhora no cotidiano.
Um final de semana diferente para cada uma, onde puderam: saber um pouco mais sobre nossos compromissos missionários, nossos Fundadores, nosso Carisma e Espiritualidade; conhecer o bairro onde moramos e nossa proposta de formação para a Vida Religiosa Consagrada. E mais, refletir sobre a motivação que leva uma jovem deixar família, amigos, trabalho..., para entrar em uma Congregação Religiosa. Ainda, o Seguimento de Jesus, em vista de uma entrega total a missão. A motivação, a paixão, a razão do deixar tudo não pode ser outra, a não ser a pessoa de Jesus de Nazaré. É Ele quem chama: Vinde e Vede!
Este encontro foi marcado por reflexões, convivência, visita a uma das nossas comunidades, participação na Celebração Eucarística em nossa Paróquia e um momento bonito e profundo de oração, com o texto de Jr 18, 1-6. Palavra que Javé dirigiu a Jeremias: “Levante-se e desça até a casa do oleiro; aí eu comunicarei minha palavra a você” (Jr 18, 2). Como Jeremias, elas também se colocaram a caminho...
Para muitas/os de nós a casa do oleiro ou olaria é um lugar de uma mística encantadora! No meio de tantos tipos de barro somente alguns são escolhidos para fazer vasos. O oleiro, pacientemente, separa a argila que será utilizada, mistura com a água e deixa um tempo para o curtimento do barro.

Depois que o barro estiver pronto, o oleiro o coloca em seu torno e começa a modelagem. Cada peça é feita de forma única. O oleiro se concentra exclusivamente em sua obra de arte, moldando-a com seu toque de ternura. Aos poucos ele vai projetando naquela arte a imagem que está dentro de si mesmo. Assim acontece com o ser humano! Deus se debruça carinhosamente sobre cada uma e cada um de nós, numa atitude de entrega profunda, nos contempla e nos enche com seu Sopro Criador!
Deus utilizou desta imagem para se revelar a Jeremias. Em nossos dias atuais, podemos nos perguntar: onde Deus nos espera para esta revelação? Em uma colheita de café? Em um laboratório de pesquisas? Em uma praça? Na Igreja? Na minha família? Quem sabe Ele nos espera dentro de nós mesmas/os?!
Pode ser que em um desses lugares ou outros, seja nossa experiência de “curtimento” até que nós nos tornemos maleáveis e flexíveis, a ponto de deixar-nos moldar pelo nosso Criador. “Como barro nas mãos do oleiro, assim estão vocês em minhas mãos” (Jr 18, 6b). O importante é estar atenta/o para entender os sinais, que Deus está utilizando para se comunicar conosco. “Deus não parou de nos criar”!

Irmã Maria Aparecida Rosa - sdn

terça-feira, 21 de maio de 2013

Ficou no Coração



Ficou no coração
Trindade Santa, Luz Sublime, Divina Ruah:
És meu abrigo, minha força, meu rochedo.
És ternura, consolo, misericórdia.
És alimento na Eucaristia.
És sustento na Palavra.
És Presença do Amor Solidário, da Acolhida.
És confirmação do maior Dom – a Vida.

Louvo, Agradeço, Canto, Celebro essa Presença que:
Leva-me ao encontro comigo mesma na “gruta do meu interior, na praia do meu coração” e liberta as amarras, me faz ver a felicidade que habita em mim.
Desperta-me mais uma vez para o serviço amoroso.
Recorda-me que fui e sou seduzida, apaixonada pela Pessoa de Jesus e seu Projeto de Vida, de Amor, de Justiça de Solidariedade, de Paz.

Divina Ruah:
Fortalece meu coração para eu saber amar e praticar a justiça;
Aumenta minha fé para eu transbordar energia e vivenciar a Fé.
Abre meu coração para que eu saiba sempre mais sair de mim mesma e ir ao encontro das pessoas.

Quero ser:
Arca da Aliança – Sinal do Deus Vivo.
Presença do Amor Solidário.
Gratidão por todo Amor, Ternura, Misericórdia e Bondade que recebo a cada manhã, a cada dia.
“Eis a Serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua Vontade”
Amém!
Irmã Maria Helena Brinati - sdn

domingo, 12 de maio de 2013

ENCONTRO VOCACIONAL



A Paróquia de Mutum, MG, tem o cuidado de oferecer aos jovens todo ano, uma oportunidade de refletir sobre vocação. Desta vez, as Irmãs: Solange e Cidinha conduziram o encontro que teve início na noite da sexta feira, dia 03/05 e o término dia 05 às 12h. Ágna, formanda de nossa Congregação, natural daquela região, também se fez presente. Beatriz, de Caratinga, MG, que está sendo acompanhada por nós foi ver de perto nosso trabalho missionário junto à juventude. O Padre Aureliano, Sacramentino de Nossa Senhora e quatro seminaristas: Dione, Dionei, Marco e Lindomar, também se fizeram presentes contribuindo nas dinâmicas de animação, algumas intervenções no decorrer dos trabalhos e na Celebração Eucarística. Estavam presentes quarenta e três participantes, entre moças e rapazes, das várias comunidades da Paróquia São Manuel.
O tema trabalhado foi: VOCAÇÃO = CHAMADO DE DEUS. 
MISSÃO = RESPOSTA AO CHAMADO.

Vivemos tempos difíceis e também exigentes no que se refere à esta resposta ao chamado de Deus. Esta resposta exige entrar na dinâmica do Bom Samaritano, que nos dá o imperativo de nos fazer próximos... Romper com os preconceitos...
É preciso fazer discípulos, gente apaixonada por Jesus; gente que aposta nele, fazendo, por sua vez, outros discípulos: discípulas/os e missionárias/os! O discipulado nasce de um profundo encontro com Cristo vivo e se caracteriza pelo acolhimento e meditação da Palavra de Deus: “Se vocês guardarem a minha palavra, vocês de fato serão meus discípulos” (Jo 6,56).
SER Missionária/o é Ser presença do Cristo Vivo neste mundo. Isto se torna visível nos gestos de acolhida, compaixão, solidariedade com os que sofrem, mãos estendidas... é fazer chegar ao outro o abraço misericordioso de Deus.

Todas e todos nós somos vocacionadas/os. É preciso escutar de Deus a finalidade pela qual Ele nos criou. Olhando para o grande universo, deveríamos nos perguntar: com as habilidades, talentos e a vocação que recebi de Deus, em que posso contribuir para que este mundo seja mais bonito do que já é? Qual é o meu lugar? Ninguém nasceu por acaso! “Eu ainda estava nas entranhas de minha mãe, e ele pronunciou o meu nome” (Is 49, 1c).
Refletir sobre vocação e missão, deveria fazer parte do nosso aprendizado desde a família e depois na catequese, nos grupos específicos como: pastoral da juventude, pastoral vocacional e assim, nos demais grupos e movimentos. Por muito tempo falar sobre vocação era “coisa” de Padres e Irmãs. Sabemos que não é bem assim. Vocação é um chamado de Deus a uma missão. Deixando-nos vocacionar por Deus, nós nos tornamos Animadoras/es das vocações, a fim de ajudar às pessoas a experimentarem aqui neste mundo, a alegria da eternidade.
Irmã Maria Aparecida Rosa - sdn

sexta-feira, 3 de maio de 2013

ENCONTROS...



“Oi, que prazer, que alegria o nosso Encontro de Irmãs...”
Nos dias 26 a 30 de abril, em Belo Horizonte, nós, as Irmãs Sacramentinas de Nossa Senhora reservamos um tempo para estudo, reflexão, lazer, partilha...
Foi um momento que nos proporcionou um contemplar e avaliar o nosso Ser Sacramentina na cotidianidade e nas diversas realidades que atuamos.
O que nos faz dizer felizes que nosso encontro foi lugar de Prazer e Alegria?
O prazer de rever companheiras de longo tempo de caminhada, de sentar à mesma mesa e compartilhar realizações, sonhos, sentimentos, alegrias e desafios da vida.
A alegria de perceber a Presença Amorosa de Deus Pai e Mãe que semeia luzes em nossas estradas, esperança em nosso coração, e nos leva experimentar em tudo isso, a certeza de que  Ele nos ama profundamente!

Muito bom analisar nosso Instituto, nossa missão, cada ação e, constatar a dedicação, o empenho e coragem de Irmãs que não medem sacrifício para realizar nosso Carisma e tornar a Vida mais humana e os corações mais próximos uns dos outros e todos de Deus. Nossa vida tem subida e descida; tem montanhas e planícies, chão duro de pedra e estrada reta e boa. Mas em tudo sentimos a presença Divina revelada na presença de nossas Irmãs que conosco construímos nossa vida.
Excelente parar um dia para o lazer: cantar, dançar, festejar na leveza de um espaço verde e acolhedor.

E para concluir nosso tempo juntas, os dois últimos dias foram dedicados a um excelente aprofundamentos dos Salmos, com a Irmã Zuleica, Paulina. Eles são espelhos de nossa vida. O Salmista é capaz de falar com Deus sem máscaras, com o coração aberto e transparente.
Assim posso dizer: “Como sois maravilhoso ó nosso Deus!”

Irmã Maria Helena Brinati - sdn

terça-feira, 16 de abril de 2013

Encontro de formação para catequistas



Paróquia de Alto Jequitibá, MG
No domingo, dia 14/04/2013, um grupo de catequistas se reuniu para uma manhã de formação, com o tema: Vocações.
O grande desafio colocado: Como falar de vocações na catequese nas diferentes etapas? Em casa também não se fala neste assunto. O comum é tratar deste assunto de uma forma confusa e equivocada, não tendo clareza do que é vocação, profissão, dons, habilidades...
Vejamos algumas diferenças:
Vocação => É um chamado de Deus para uma missão, que tem sua origem no mais profundo do nosso ser. A pessoa se realiza na prática do servir a Deus e ao outro. Alimenta-se e sustenta-se na relação com Deus, com o próximo e com a natureza. Todas/os nós somos vacacionadas/os. Deus nos deu a vocação de viver neste mundo e contemplar as belezas que nele existem!
Podemos dizer que esta  grande vocação,  se “ramifica” dando origem as vocações específicas.

Entendendo as vocações específicas:

VOCAÇÃO RELIGIOSA - É um dom para a Igreja e um sinal para o mundo. As/os Religiosas/os são consagradas/os a Deus para serví-Lo e para servir os irmãos e irmãs. As/os Religiosas/os são mulheres e homens que ouviram um dia o chamado de Deus  para colocarem suas vidas a serviço, em total entrega a Deus e às pessoas. São chamadas/os a deixarem tudo: casa, família, propriedade, bens e, livremente ingressam numa Congregação ou Ordem Religiosa. Esse dom recebido do Espírito Santo, torna a pessoa  apta a  realizar determinada missão, numa atitude de escuta contínua a Deus, a fim de fazer a sua vontade. Ex.: São as Irmãs de caridade ou Freiras, isto é, o mesmo que Religiosas na linguagem atual. Irmãos e Padres pertencentes a uma Congregação ou Ordem Religiosa.





VOCAÇÃO SACERDOTAL - A vocação sacerdotal é o chamado de Deus para santificar, coordenar, animar e formar o povo de Deus. O padre é alguém que Deus chama do meio do povo e de novo o envia para trabalhar no meio do povo. Ele é o animador espiritual da comunidade. Ele pode ser Religioso ou Diocesano. 

OS CRISTÃOS LEIGOS - São aquelas e aqueles que fazem do seu trabalho e da sua vida, uma celebração contínua. Prolongam a Missa Dominical  todos os dias da semana. Trabalham com prazer e alegria. Esforçam-se para viverem o Evangelho de Jesus. São pessoas casadas ou solteiras.
Somos cristãos e batizados. Um dia, nossos pais e padrinhos nos levaram à Igreja, onde recebemos o batismo e nos tornamos filhas e filhos de Deus. Desde aquele dia pertencemos à Igreja e recebemos a missão de nos tornarmos membros vivos, atuantes em nossas comunidades.

Ser leiga ou leigo na Igreja, significa assumir o Batismo de forma comprometida e não ser simplesmente mais um na comunidade cristã. Com a sua participação, torna-se Luz que ilumina todas as situações obscuras que se apresentam no caminho da vida. Ex.: ser catequista, ministra/o, coordenadora/or, cantora/or...

Leigas Consagradas: São mulheres casadas ou solteiras que fazem uma consagração especial a Deus, vivem em família ou sozinhas. São diferentes das religiosas que fazem sua consagração por meio dos Conselhos Evangélicos (castidade, pobreza e obediência) e vivem em Comunidade, numa disponibilidade permanente para a missão.

Profissão => Aptidão ou escolha pessoal para exercer um trabalho, por um determinado tempo. Seu esforço maior é em busca do “ter”, o sustento e a qualificação da vida. A profissão dignifica a pessoa quando é exercida com amor, espírito de serviço e responsabilidade. Ex.: advogada/o, professora/or, cozinheira/o, administradora/or, enfermeira/o...


Dons/talentos/habilidades => Cada pessoa recebeu da gratuidade de Deus, dons diferentes que ajudam a embelezar o nosso mundo. Ex.: tocar um instrumento musical, criar uma obra de arte, escrever poemas, dedicar a algum esporte, se especializar nas diversas áreas da medicina, da ciência, da culinária...

Nossa missão como catequistas e animadoras/res das vocações, precisa ser feita com muita paixão! Nosso testemunho e presença junto às pessoas, sobretudo no início da formação cristã, deixam marcas que atraem ou distanciam do Projeto de Jesus Cristo. 

“Quem ouve essas minhas palavras e as põe em prática, é como um homem prudente que construiu sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, vieram as enxurradas, os ventos sopraram com força contra a casa, mas a casa não caiu, porque fora construída sobre a rocha” Mt 7, 24-25.

Irmã Maria Aparecida Rosa - sdn